'Não vou parar até ter todas as respostas', diz mãe de Isabelle Carascristi

Professora recebeu certtidão de óbito da filha nesta terça-feira (22).

Escrito por Renato Bezerra renato.bezerra@svm.com.br
23 de Setembro de 2026 - 07:01 (Atualizado às 07:56)
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Legenda: Isabelle caiu do 23º andar do prédio onde o namorado, João Munhoz Neto, morava no bairro Aldeota.
Foto: Reprodução Instagram.

Isorlanda Caracristi, mãe da estudante de Direito Isabelle Carascristi, se manifestou mais uma vez pelas redes sociais, na noite desta terça-feira (22). De posse da certidão de óbito da filha, a professora universitária disse que a dor é imensurável e que não vai parar até ter todas as respostas sobre a morte da jovem.

Isabelle caiu do 23º andar do prédio onde o namorado, João Munhoz Neto, morava no bairro Aldeota, em Fortaleza. O homem foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (22).

"Eu sonhei um dia receber o certificado de conclusão de curso, o diploma dela de Direito, jamais passou pela minha cabeça receber certidão de óbito. Com a prisão preventiva dele ou sinto no meu coração, que o processo de Justiça pela morte da minha filha se inicia, hoje eu sinto de fato", disse Isorlanda em vídeo publicado no Instagram. 

"Preciso muito continuar contando com o apoio de todos vocês porque essa luta vai ser longa e muito árdua e vou lutar até o fim por Justiça, pra ter todas as respostas que eu preciso ter. E Justiça por minha filha Isabelle Caracristi", concluiu. 

Prisão de João Munhoz Neto

A editoria de Segurança do Diário do Nordeste apurou que um das motivações para o pedido de prisão preventiva é "supressão, ocultação ou destruição de provas, especialmente em razão da notícia de desocupação do imóvel, retirada dos objetos e da dificuldade a localização dos investigados", além de possível induzimento ao suicídio. 

Em entrevista à imprensa na tarde de terça-feira (22), advogada Adriana Alves, que representa a família de Isabelle, informou que a prisão havia sido pedida ainda na manhã de segunda-feira (21), e citou "contexto de violência psicológica grave que ela sofria". 

Segundo apuração feita em documentos exclusivos, João Munhoz Neto deu ordem ao administrador do condomínio para que se a família de Isabelle fosse ao prédio, não os deixassem entrar.

Uma hora antes de morrer, Isabelle mandou áudios para um parente, afirmando que o que viesse a acontecer com ela era culpa do namorado

Ainda no dia da morte da estudante de Direito, quando João retornou ao prédio, segundo um colaborador, ele pediu que o zelador o ajudasse a encontrar o celular da namorada. Lixeiras das áreas em comum foram reviradas.

Mandados de busca e apreensão para recolher os celulares de João e da mãe dele, esta localizada no Cumbuco no último domingo, foram cumpridos

Veja a cronologia do que aconteceu após Isabelle cair: 

  • 20h40 do dia 13/09: morador informa que pessoa acabou de "se jogar do prédio" 
  • 20h41:  equipe da Polícia Militar diz estar ciente 
  • 20h42: porteiro liga para reforçar o pedido e informa que vai receber e autorizar a entrada dos policiais 
  • 20h55: chega ao local uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) que estava na CeArt 
  • 21h13: constatado que não havia rabecão disponível ainda 
  • 21h14: não havia perícia disponível ainda
  • 22h14: perito ciente 
  • 23h50: perícia concluída 
  • 00h55: guia cadavérica feita com nome completo, nome da mãe, e idade da vítima (ela não deu entrada como indigente)
  • 00h55: corpo entregue na sede da Pefoce

 

 

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