Isorlanda Caracristi, mãe da estudante de Direito Isabelle Carascristi, se manifestou mais uma vez pelas redes sociais, na noite desta terça-feira (22). De posse da certidão de óbito da filha, a professora universitária disse que a dor é imensurável e que não vai parar até ter todas as respostas sobre a morte da jovem.
Isabelle caiu do 23º andar do prédio onde o namorado, João Munhoz Neto, morava no bairro Aldeota, em Fortaleza. O homem foi preso pela Polícia Civil nesta terça-feira (22).
"Eu sonhei um dia receber o certificado de conclusão de curso, o diploma dela de Direito, jamais passou pela minha cabeça receber certidão de óbito. Com a prisão preventiva dele ou sinto no meu coração, que o processo de Justiça pela morte da minha filha se inicia, hoje eu sinto de fato", disse Isorlanda em vídeo publicado no Instagram.
"Preciso muito continuar contando com o apoio de todos vocês porque essa luta vai ser longa e muito árdua e vou lutar até o fim por Justiça, pra ter todas as respostas que eu preciso ter. E Justiça por minha filha Isabelle Caracristi", concluiu.
Prisão de João Munhoz Neto
A editoria de Segurança do Diário do Nordeste apurou que um das motivações para o pedido de prisão preventiva é "supressão, ocultação ou destruição de provas, especialmente em razão da notícia de desocupação do imóvel, retirada dos objetos e da dificuldade a localização dos investigados", além de possível induzimento ao suicídio.
Em entrevista à imprensa na tarde de terça-feira (22), advogada Adriana Alves, que representa a família de Isabelle, informou que a prisão havia sido pedida ainda na manhã de segunda-feira (21), e citou "contexto de violência psicológica grave que ela sofria".
Segundo apuração feita em documentos exclusivos, João Munhoz Neto deu ordem ao administrador do condomínio para que se a família de Isabelle fosse ao prédio, não os deixassem entrar.
Uma hora antes de morrer, Isabelle mandou áudios para um parente, afirmando que o que viesse a acontecer com ela era culpa do namorado.
Ainda no dia da morte da estudante de Direito, quando João retornou ao prédio, segundo um colaborador, ele pediu que o zelador o ajudasse a encontrar o celular da namorada. Lixeiras das áreas em comum foram reviradas.
Mandados de busca e apreensão para recolher os celulares de João e da mãe dele, esta localizada no Cumbuco no último domingo, foram cumpridos.
Veja a cronologia do que aconteceu após Isabelle cair:
- 20h40 do dia 13/09: morador informa que pessoa acabou de "se jogar do prédio"
- 20h41: equipe da Polícia Militar diz estar ciente
- 20h42: porteiro liga para reforçar o pedido e informa que vai receber e autorizar a entrada dos policiais
- 20h55: chega ao local uma equipe do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) que estava na CeArt
- 21h13: constatado que não havia rabecão disponível ainda
- 21h14: não havia perícia disponível ainda
- 22h14: perito ciente
- 23h50: perícia concluída
- 00h55: guia cadavérica feita com nome completo, nome da mãe, e idade da vítima (ela não deu entrada como indigente)
- 00h55: corpo entregue na sede da Pefoce