STF nega operação em endereço ligado a Flávio Bolsonaro por PF

A mansão do senador seria o alvo da suposta operação.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Outubro de 2026 - 07:26 (Atualizado às 08:09)
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Legenda: O senador deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na madrugada desta terça-feira (27).
Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP.

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou na manhã desta quarta-feira (28) que não há operação da Polícia Federal (PF) de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (28). A informação estava sendo propagada pela imprensa e foi negada pela Corte.

"Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão", disse a nota.

Mais cedo, portais brasileiros afirmavam que a suposta autorização para a ação havia sido proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O magistrado é relator de inquérito que apura a relação do parlamentar e lavagem de dinheiro.

SAÍDA DO BRASIL

O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos na madrugada desta terça-feira (27). O parlamentar passou pela Argentina, pegou um voo no Equador e seguiu para os EUA, segundo o g1, nesta manhã.

Sem aparecer publicamente desde o início da terça, Flávio ainda teria enviado uma mensagem para Rogério Marinho, coordenador da campanha do filho de Jair Bolsonaro, avisando que "estava esfriando a cabeça". O relato foi publicado pelo portal brasileiro Metrópoles.

PEDIDO DA PF

No pedido apresentado ao STF para apreender o passaporte do senador, a Polícia Federal já havia apontado a possibilidade de o parlamentar deixar o País após o segundo turno das Eleições 2026.

Segundo o pedido, apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, havia riscos “concretos e atuais” de Flávio deixar o Brasil.

De acordo com apuração do g1, o pedido da PF se baseava em três pontos: a solicitação de Eduardo Bolsonaro para que o irmão também fosse para os Estados Unidos; o poder econômico de Flávio; e a existência de estruturas no País para recebê-lo.

"Somam-se a isso dois elementos relevantes. O primeiro é que EDUARDO BOLSONARO, ao que tudo indica, já mantém nos Estados Unidos estrutura voltada à permanência de longa duração”, diz trecho do documento da PF.

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