Diversos veículos de imprensa no mundo repercutem as eleições presidenciais do Brasil neste domingo (4). Jornais como o The New York Times e El País, a revista inglesa The Economist e a agência internacional de notícias Reuters destacaram a "polarização política" no País e possível "interferência" do governo de Donald Trump no pleito.
Para o jornal nova-iorquino, esta votação no Brasil pode "definir o futuro da América Latina", enquanto o periódico da Espanha acredita que o eleitorado brasileiro está "apático" diante do acirrado cenário político.
Para o The Economist, o próximo a assumir a presidência ou será um "herdeiro político vingativo" ou um "esquerdista fragilizado pela idade".
O The New York Times citou ainda a crise do Banco Master e as fraudes bancárias que balançaram o País. "Um amplo escândalo de corrupção envolvendo boa parte da elite política e do Judiciário — incluindo o próprio Flávio Bolsonaro — esfriou o ânimo dos eleitores", disse o jornal.
O veículo ainda trouxe à tona pontos de divergência de propostas entre Lula e Flávio Bolsonaro.
"Os dois principais candidatos apresentam projetos opostos para o futuro da maior democracia da América Latina. As divergências incluem a concessão de acesso preferencial aos Estados Unidos na exploração de terras raras, a proteção da Amazônia contra o desmatamento e o distanciamento das relações com a China", afirmou o NYT.
Para a agência Reuters, "uma vitória do senador Flávio Bolsonaro ampliaria a onda de triunfos de candidatos de direita na América Latina alinhados ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Já a reeleição de Lula poderia gerar uma dor de cabeça para Washington, que tem histórico de atritos com o governo dele em questões de comércio e segurança."
O El País foi mais enfático sobre os eleitorado brasileiro e a disputa acirrada entre os dois candidatos mais votados.
"Apesar de os dois favoritos apresentarem projetos antagônicos para o país e estarem empatados nas pesquisas há meses, o clima é de apatia. É improvável, embora não seja impossível, que a eleição presidencial seja definida matematicamente já na noite deste domingo", escreveu o veículo espanhol.