O segundo turno da eleição presidencial do Brasil, que ocorre neste domingo (25), ganhou destaque na imprensa internacional. A disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foi declarada “imprevisível” pelos jornais estrangeiros.
The Guardian, jornal britânico, destacou a pequena margem de eleitores que deve decidir o pleito. “Com cada um dos lados dos apoiadores praticamente 'cristalizados', a eleição será decidida pelo pequeno número de eleitores que não se identificam com nenhum dos candidatos”, disse.
A agência de notícias norte-americana Associated Press enfatizou a tensão da votação e os interesses dos Estados Unidos no pleito. "Brasileiros votam em uma disputa tensa entre Lula e Bolsonaro com influência dos EUA e com a América Latina em jogo. (...) O resultado determinará se os Estados Unidos ampliarão significativamente sua crescente influência na América Latina", afirmou a agência.
O jornal The New York Times afirmou que a vitória de Flávio no país mais populoso da América Latina seria “a maior conquista da direita” no território. O veículo chamou atenção ainda para a proximidade ideológica de Flávio e Donald Trump, presidente dos EUA.
Já o francês Le Monde apontou que "os eleitores brasileiros foram chamados a decidir entre duas visões radicalmente opostas para o país, com consequências que se estenderão muito além das fronteiras do Brasil".
No jornal espanhol El País, foi ressaltada a campanha de reeleição do presidente Lula, que uniu brasileiros de direita e de esquerda para decidir “a eleição mais acirrada de suas vidas”.
“Eleger o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro de um golpista e de uma dinastia ultraconservadora que engoliu a direita tradicional, significa transformá-lo no presidente mais poderoso das últimas décadas, porque ele comandaria o governo federal, controlaria o Congresso com uma maioria recorde e moldaria o Supremo Tribunal Federal", escreveu.