Eleitores idosos compareceram às urnas em Fortaleza neste domingo (25) para votar na eleição que decidirá o próximo presidente do Brasil. Mesmo sem obrigação eleitoral por já terem mais de 70 anos, eles relatam o prazer de exercer o direito.
“Enquanto tiver vida, a gente tem que votar. Tenho prazer em votar”, diz Neide Rocha Camurça Barbosa, de 93 anos. A eleitora foi votar no Círculo Militar de Fortaleza, no bairro Meireles, com o marido, José Evandro Camurça, 95.
O casal contou que as filhas incentivaram a votação dos dois. José acredita que a votação é necessária para “cumprir a obrigação da democracia” e afirmou que vota “pelos outros”.
“É muito importante para o país o voto da gente. A gente está escolhendo quem vai nos mandar, quem vai mandar no país, a gente quer o melhor”, explica Neide.
Mesmo se locomovendo em uma cadeira de rodas e não tendo mais obrigação de votar há seis anos, Mirian Costa Lima, 76, compareceu ao colégio eleitoral. “É um voto a mais. Eu quero que meu candidato ganhe e às vezes um voto só faz diferença”, afirma.
“Eu tive um AVC e tenho essa dificuldade de locomoção, mas tenho votado. Eu exerço meu direito de cidadão sempre e vou exercer até morrer”, diz João César de Freitas Pinheiro, 77, que se locomove com a ajuda de um andador. Com a esposa, Maria da Glória de Freitas da Silva, os dois também foram votar no Círculo Militar.
“Eu acho que o país deve ser politizado. Todo mundo deve ter consciência limpa e perene do ponto de vista de reconhecer que somos um país com dificuldades, desde a época do descobrimento até hoje. Acho que todo mundo tem que votar”, declara João César.
Já João Ernandes Evangelista Maia, 86, foi votar na Escola Municipal São Rafael, na Praia de Iracema, depois de décadas sem exercer o direito. “Quero ver mudanças nesse país antes de morrer. Eu acho que é muito importante a votação. Se o país não vai bem, procura-se a melhora”, detalhou.
Fortaleza tem mais de 156 mil eleitores com mais de 70 anos
Fortaleza tem 156.900 eleitores com mais de 70 anos, de acordo com estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar de não ter obrigatoriedade, pessoas acima dessa faixa etária continuam tendo direito de voto.
O comparecimento eleitoral é uma das formas válidas para o processo de Prova de Vida no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O procedimento anual é realizado para identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos.
A comprovação é feita automaticamente, por meio do cruzamento de dados entre a Justiça Eleitoral e a Previdência Social. Em 2024, 5 milhões de pessoas realizaram a Prova de Vida ao comparecer para votar nas eleições municipais.