Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o presidente da República eleito com o maior número de votos na história do Brasil. Neste domingo (25), com 99,99% das urnas apuradas, ele atingiu 64.245.069 votos (51,78%), superando o próprio recorde, de 60,3 milhões, registrado nas eleições de 2022.
Com o resultado deste domingo (25), Lula governará o Brasil pela quarta vez a partir de 5 de janeiro de 2027, conforme a nova regra estabelecida pela Constituição Federal. Antes, a posse presidencial acontecia em 1º de janeiro.
Os votos recebidos pelo petista, que disputou o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), equivalem a 51,78% dos votos válidos para o cargo neste ano. Flávio recebeu 59,8 milhões de votos, o equivalente a 48,22%.
No primeiro turno desta eleição, Lula recebeu 53.879.538 votos. Esse número aumentou em cerca de 10,3 milhões no segundo turno, o que levou a conquista de uma virada história e inédita na eleição presidencial. Já Flávio teve 56.104.503 votos e subiu para 59.817.037 votos no segundo.
Nesta eleição, o presidente contou com 7 partidos de esquerda e centro-esquerda na aliança já no 1º turno: PT, PC do B, PV, PSB, PDT, Psol e Rede.
Confira os votos obtidos por Lula nas eleições que venceu
2002
- Lula (PT): 52.793.364 votos
- José Serra (PSDB): 33.370.739 votos
2006
- Lula (PT): 58.295.042 votos
- Geraldo Alckmin (PSDB): 37.543.178 votos
2022
- Lula (PT): 60.345.999 votos
- Jair Bolsonaro (PL): 58.206.354 votos
2026
- Lula (PT): 64.245.069 votos
- Flávio Bolsonaro (PL): 59.817.037 votos
Quebra de recordes
Além de se tornar o presidente mais votado da história do Brasil, Lula acumula outros recordes:
- Foi reeleito aos 80 anos e se tornou o presidente mais velho a vencer uma eleição presidencial na história do país (ele tomará posse com 81 anos);
- É o primeiro presidente a conquistar a reeleição após virar o resultado do primeiro para o segundo turno;
- É o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto direto.
Em relação às derrotas, Lula perdeu as eleições presidenciais de 1989, 1994 e 1998, e ficou fora da disputa em 2018 após ter a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em 2021, com a anulação das condenações na Operação Lava Jato e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, decididas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Lula se tornou elegível novamente.