Candidato líder de pesquisas para Senado no Acre pode ser indeferido; o que aconteceria com votos?

Futuro do candidato é incerto e aguarda tramitação de processo no TRE-AC.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Outubro de 2026 - 09:57
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Legenda: Gladson foi condenado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.
Foto: Reprodução/Facebook.

O ex-governador do Acre Gladson Camelí, que disputa uma vaga para o Senado nas Eleições de 2026, pode ter a candidatura indeferida.

O postulante do Progressistas concorre sub judice.

Se ganhar, a validade do mandato depende do andamento do processo pela inelegibilidade dele que corre no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). 

Por que a candidatura pode ser indeferida?

O órgão impugnou a candidatura de Gladson em setembro devido à condenação criminal do ex-governador pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Corte determinou pena de 25 anos e nove meses de reclusão à Camelí por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. 

No entanto, o candidato recorreu à decisão do TRE-AC e continuou com o direito de participar da campanha eleitoral, utilizar o horário eleitoral gratuito e aparecer na urna eletrônica.

Mesmo que ganhe votos suficientes para assumir a vaga no Senado, Gladson ainda depende da decisão definitiva sobre sua candidatura para seguir ocupando a cadeira no Congresso.

O que ocorre se a candidatura foi impugnada?

Caso a candidatura de Gladson Camelí seja vencedora e posteriormente impugnada, não é possível “transferir” os votos para um terceiro colocado.

Isso ocorre porque a eleição para senador segue o sistema majoritário. Ou seja, ganha aquele com a maioria dos votos válidos. 

Diferente de um deputado federal, cuja eleição segue o sistema proporcional. Nesses casos, o próximo mais votado do partido ou do estado pode assumir a vaga.

Senadores já diplomados que perdem o mandato por decisão da Justiça Eleitoral são substituídos pelos suplentes definidos na chapa.

No caso de Gladson, a primeira suplente da chapa é Beatriz Cameli, viúva do ex-governador Orleir Cameli, falecido em 2013, e tia de Gladson.

Futuro eleitoral incerto

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (2), o presidente do TRE-AC, desembargador Lois Arruda, foi perguntado sobre o futuro da candidatura de Gladson Camelí.

Ele foi questionado por repórteres se o indeferimento pode resultar em uma eleição suplementar.

Lois Arruda afirmou que a Justiça Eleitoral ainda deve aguardar o resultado da votação antes de analisar as hipóteses sobre o caso. 

“O tribunal vai decidir a respeito ainda. Nós não podemos antecipar uma decisão sobre situações de fato que ainda não ocorreram. Então, nós vamos primeiro aguardar os resultados eleitorais para depois poder responder esta indagação”, afirmou, conforme informações do portal ContilNet.

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