O papel de Camilo na reeleição histórica do presidente Lula

Ex-ministro da Educação, o petista teve participação relevante na reta final da campanha.

Escrito por
Wagner Mendes wagner.mendes@svm.com.br
Legenda: Camilo comemora reeleição de Lula.
Foto: Ricardo Stuckert

Depois de ajudar a reeleição do governador Elmano de Freitas no Ceará, o senador Camilo Santana foi convocado para atuar como um dos coordenadores da campanha de segundo turno do presidente Lula.

Após o revés no primeiro turno, Lula escalou lideranças do Nordeste para contribuir com a campanha. No debate da Band e da Globo, era Camilo, Rafael Fonteles (governador reeleito do Piauí) e o marqueteiro Sidônio que atuavam como conselheiros do presidente durante o embate. O petismo do sudeste perdeu espaço.

Camilo tomou o papel de porta-voz de Lula em agendas diárias com a imprensa, indicando todos os passos da campanha do petista e fazendo o embate político.

Questionado nos últimos dias se poderia ser um sucessor de Lula em 2030, o cearense preferiu responder apenas sobre o trabalho de reeleição do presidente.

O fato é que Camilo cresceu na reta final em prestígio com Lula e a cúpula nacional do PT. Ao que tudo indica, deve retomar cargo no primeiro escalão do Planalto. Não se sabe se retorna para o MEC ou se é emplacado na Casa Civil.

O governo Lula tem desafios para o próximo mandato, inclusive na relação com o Congresso Nacional mais à direita após as eleições do dia 4 de outubro.

Camilo certamente vai ocupar mais espaços na gestão, e não apenas como ministro, mas também como articulador de pautas espinhosas que devem ganhar discussão nas duas casas.

O senador sai prestigiado da campanha de Lula entregando resultados que nenhum petista de São Paulo conseguiu entregar: reelegeu Elmano governador em uma disputa difícil contra Ciro Gomes, ajudou a eleger Luizianne e Cid para o Senado. Sem esquecer que Camilo tem ainda a eleição de Evandro Leitão em 2024 como vitrine, já que Fortaleza é a única capital governada pelo PT.

Com tantas entregas, e agora no campo nacional, Camilo ganha terreno na tomada de decisões em Brasília e, a depender dos contornos políticos daqui pra frente, pode sonhar alto nos próximos quatro anos.

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