Em 5 anos, motoristas de app perdem 25% da renda

Região Nordeste possui 219 mil profissionais que trabalham com a chamada Gig Economy

Carro parado no trânsito, com celular posicionado no vidro do carro
Foto: Shutterstock

Em 2016, um motorista de aplicativo no Brasil obtinha uma renda mensal média de R$ 2.600 (em termos reais). No ano passado, esse valor caiu para R$ 1.925, uma redução de 25%.

A informação consta em um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que traça um perfil sobre os profissionais da Gig Economy (termo estrangeiro para 'economia de bicos').

Conforme o levantamento, o Nordeste possui 219 mil motoristas de apps e taxistas, sendo a segunda região com o maior número desses profissionais, abaixo do Sudeste, que concentra 486 mil motoristas. Outros 111 mil nordestinos trabalham como mototaxistas.

Em todo o País, 1,5 milhão de pessoas atuam na Gig Economy do setor de transportes.

Perfil

A pesquisa aponta que a 90% desses profissionais são do sexo masculino. Foi traçado também um perfil de raça/cor. O Ipea apurou que pouco mais de 55% dos motoristas de app e taxistas são pretos e pardos. Quanto aos mototaxistas, esse percentual sobe para mais de 70%.



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