O tamanho da preocupação tricolor

Confira a coluna desta quinta-feira (2)

Imagem mostra jogadores de futebol em campo
Legenda: Tom Barros comenta situação do Fortaleza na temporada.
Foto: Thiago Gadelha/SVM

Oito rodadas da Série A nacional 2022. Nenhuma vitória do Fortaleza. Dois empates. Seis derrotas. Não é o Fortaleza. Não é o Fortaleza do técnico Juan Pablo Vojvoda. Não é o Fortaleza que foi o quarto lugar do Brasil no ano passado. Na frente do Leão, em 2021, apenas Atlético-MG (1°, campeão), Flamengo (vice) e Palmeiras (3º).

Hoje, o Fortaleza é lanterna. Uma queda absurda e inexplicável. Observem que, no atual certame, dos times do G-4 do ano passado, apenas o Fortaleza desabou de vez. O Atlético-MG, campeão do ano passado, hoje é vice-líder. O Flamengo, vice-campeão de 2021, está hoje em oitavo lugar.

O Palmeiras, terceiro colocado no ano passado, hoje é líder isolado. A pergunta é: por que só o Fortaleza desabou? Qual o motivo, se o elenco sofreu poucas alterações? Será consequência do desgaste ou a sua forma de jogar já se tornou conhecida de todos, facilitando o trabalho dos adversários? Ou será o somatório de todos esses fatores que está travando o Leão?

Honestamente, não sei. Mas tenho convicção de que o Fortaleza é detentor de qualidade capaz de levá-lo à recuperação, desde que corrija o seu defeito mais grave: os absurdos erros de finalização. 

Recado 

Felipe é bom jogador. Mas tem um comportamento que ele precisa corrigir urgentemente: a rispidez nas reclamações. Pior ainda, quando ele exagera na forma agressiva de protestar. Está aí o resultado do exagero que cometeu no clássico: expulsão de campo. Prejudicou seu próprio time, o Fortaleza. Se cuidar de jogar seu bom futebol, terá ótimo proveito. Brigar não leva a lugar nenhum. 

Ruim 

Não gostei nem um pouco do segundo tempo do Ceará no clássico. O Fortaleza, com um jogador a menos, foi muito superior. Teve oportunidade de empatar e até virar o jogo. O Ceará aceitou o aperto tricolor. E ficou atrás, segurando o placar. Só encontro uma razão: o cansaço do Ceará. Não há outra justificativa para um segundo tempo tão ruim, mormente por ter um jogador a mais. 

Mais uma vez 

Onde estão os cronistas e torcedores que estavam pegando pelo pé o Clebão, dizendo que ele não era jogador para a Série A? É jogador de Série A, sim. Clebão não é excepcional, mas também não é o jogador ruim que alguns sábios cronistas afirmam. Sempre marcou gols importantes diante de grandes clubes brasileiros. Pode até não ser titular, mas é muito útil ao elenco.  

Repensar 

O técnico Juan Pablo Vojvoda experimenta seu mais delicado momento no comando tricolor. O caminho do gol a sua equipe tem. Provou isso no Rio Grande do Sul, em São Paulo, em Santiago, por onde passou. O caminho do gol o Fortaleza tem de sobra. O que está faltando é o gol. Aí o nó górdio que ele tem de desatar. 



Assuntos Relacionados