Dosar energia é preciso

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Foto: Divulgação/Conmebol

Houve quem não ficasse satisfeito com o empate do Ceará em Buenos Aires. Entendo. O time de lá não era esses balaios todos, longe de um River Plate ou de um Boca. Jogo nem no Monumental de Núñez, nem na Bombonera. O Estádio Julio Grondona, onde o Ceará jogou, é bem inferior ao PV. Sim, mas havia a estreia do Vozão em outro país numa competição internacional. O significado disso tinha influência na condição psicológica dos atletas.

Nos primeiros quinze minutos, o Ceará não tinha conseguido entrar no jogo. Parecia assustado. Depois, pôs o coração no lugar. Aí, gradualmente, tornou-se partícipe. Foi melhor que o adversário. Criou mais chances. Pecou por erros de finalização, máxime de Vina e Lima. Passou. Agora já tem o Bahia na cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos. Foi lá que no ano passado o Ceará deitou e rolou. Mas, no momento, outra é a história, que nada tem a ver com aquela, senão pela coincidência de serem os mesmos adversários. As circunstâncias são diferentes. O Ceará tem suportado pesada carga de trabalho. Há os temores de um desgaste excessivo, mormente de atletas imprescindíveis como Vina, Lima e Mendoza. Desafiadoras missões. 

Técnico ideal

A contratação de um treinador gera sempre muita expectativa. As especulações são naturais. Não raro, empresários provocam balões de ensaio. O novo técnico do Fortaleza tem uma dura tarefa pela frente: fazer o Fortaleza vitorioso como o de Rogério Ceni, sem ser Rogério Ceni. Para isso terá de alcançar uma trajetória positiva, fazendo outra vez um Fortaleza campeão. 

Lembranças

É claro que nenhum treinador apagará o que Rogério Ceni foi para o Fortaleza. Nem que alguém supere em vitórias e títulos o que Ceno deixou como legado, ainda assim não apagará. Ceni ficou para sempre na história tricolor. Então o novo terá de construir a sua própria história, desvinculado de tudo que Ceni deixou. 

De volta

O Campeonato Cearense está de volta. Os dirigentes dos times médios e pequenos em busca de arranjos emergenciais. Alguns, de pires na mão, como pedintes, resistem pela vontade de continuar, mesmo diante dos desprezos e das indiferenças. Desamparado, relegado a segundo plano, o certame tenta sair das cinzas.  

Estertores

Até quando os campeonatos estaduais resistirão? Pergunta de difícil resposta. Se forem extintos, como ficarão as cidades que têm tradição nas disputas, principalmente Sobral e Juazeiro, dois significativos polos de desenvolvimento do Estado do Ceará? Fazer futebol no interior passou é mesmo que tirar leite de pedra.