O Palmeiras conta como certos três pontos a mais diante do Fortaleza. O Palmeiras é o favorito. Já agora tem o objetivo de ultrapassar o Botafogo. Sim, mas, no futebol, não há vencedor por antecipação. Se fosse assim, o Fortaleza nem precisaria ir ao Allianz Parque.
O Leão vai. E vai buscar o que lhe interessa. E vai lutar com brio. Reconhece o favoritismo do adversário, mas pode impedir o que a maioria entende como fato consumado. A graça do futebol está no fato de, não raro, os resultados contrariarem a natureza das coisas.
É possível o Fortaleza ganhar do Palmeiras no Allianz Parque? É difícil, mas é possível, sim, embora o Verdão esteja vivendo excelente fase, no embalo de suas vitórias e nos tropeços do Botafogo.
Lamentavelmente, Tinga, Marinho, Breno Pacheco e Breno Lopes estão fora. Mas de volta estão Mancuso, Kervin e Kuscevic. O técnico Vojvoda, em instantes difíceis, improvisa bem. Não se surpreendam se, no sábado, acontecer algo assim.
Pelos lados
Sem Tinga e Bruno Pacheco, o apoio do Leão pelos dois lados do campo sofrerá uma retração. Mas, mesmo que os dois pudessem atuar, seria imprudência jogar em cima, máxime diante de um time rápido como o Palmeiras. O modelo, a meu juízo, deverá ser mais contido, sem abdicar dos contra-ataques em velocidade.
Prejuízo duplo
Sempre que um jogador, de forma irresponsável, provoca a sua própria expulsão, leva ao clube um duplo prejuízo. Caso de Marinho. Prejudicou o time no empate com o Atlético, pois saiu quando o Leão exercia pressão, e prejudica agora, ausente no Allianz Parque.
Experiência
Apesar de vir oscilando na produção, Marinho é importante pela experiência em grandes decisões. Além disso, quando em estado de graça, faz a diferença. Foi assim quando deu um show à parte diante do Bahia. Sua experiência por ter jogado no Santos, acostumado a enfrentar o Palmeiras, também contaria muito.
Complexo
É impressionante como o Botafogo não consegue manter a boa margem de pontos que abre sobre os concorrentes. Na reta final, vai cedendo, com tropeços inexplicáveis. Parece não ter força mental para o momento de definição. Uma espécie de complexo que causa terrível embotamento.
Protesto
A propósito, a torcida botafoguense já protestou contra a escalação do árbitro Daronco, que apitará Bragantino x Botafogo. É que, no ano passado, no mesmo estádio, diante do mesmo Bragantino, Daronco deu 12 minutos de acréscimos, só terminado quando o Braga empatou. A torcida acusa armação da CBF.