Na Copa do Brasil, de olho no certame estadual

Leia a coluna desta quinta-feira (14)

O Fortaleza em duas frentes. Entra em campo hoje diante do Retrô, mas sabe que o Maracanã está na sua cola no Campeonato Cearense. Pensa na elevada cota paga pela passagem para a terceira fase da Copa do Brasil, mas lembra quem tem um hexa em jogo no domingo. Será possível separar totalmente as duas situações? Certa feita um atleta me disse que, depois que a bola rolar, o jogador não vai pensar no jogo que vem, mas no jogo que está sendo jogado. Citou o exemplo: será que numa bola alçada na área, um atacante vai deixar de ir nela simplesmente porque terá um outro jogo no domingo?

Então, quem entra tem uma missão e vai cumpri-la. Não vai dividir obrigações. Então, predomina uma responsabilidade de cada vez. Mas essa é a opinião isolada de um atleta. Muitos pensam diferente. Há os que se protegem, não indo com força nas divididas. Há os que tiram o pezinho diante de um pezão ou de um pisão. Prefiro entender que, apesar de objetivos diferentes, impera a responsabilidade em ambos. Cabe a cada um fazer a devida adequação. É mesmo muito difícil separar totalmente uma coisa da outra, máxime quando o jogo em andamento aquece. É bíblico: para cada dia, basta o seu cuidado. 

 

Time misto 

 

Acredito ser mais provável a separação total das situações acima descritas, quando o técnico coloca em campo uma formação completamente reserva, diferente da que irá atuar no próximo jogo. Aí, sim, compreendo que o atleta possa dividir bem a sua responsabilidade. Quando, porém, o time é misto, considero pouco provável a divisão pleiteada. 

 

Em campo 

 

De uma forma ou de outra, está aí o Fortaleza em mais uma jornada. Independente da formação que o técnico Juan Pablo Vojvoda mandar a campo, o Leão é o favorito. Além da elevada qualidade de seu elenco, está em casa, no Castelão, diante de sua torcida. Para mim, será uma monumental zebra a classificação do Retrô. Com todo respeito ao time pernambucano, claro. 

 

Até o momento 

 

Há jogadores que, quando deixam a equipe, logo são esquecidos porque um outro ocupa muito bem o espaço deixado. Com Caio Alexandre tem sido diferente. Até agora está sempre citado. Motivo simples: ninguém na posição tem conseguido jogar o que ele jogava. Deixou uma lacuna que Vojvoda de preenchê-la. Problema é saber com quem. Só o tempo dirá. 

 

Lembrança 

 

Por falar em Caio Alexandre, minhas recordações foram buscar um volante extraordinário que atuou pelo Fortaleza na década de 1970: Chinesinho. Fi um dos melhores do futebol cearense em todos os tempos. Foi revelado pelo Calouros do Ar em 1965. Depois que saiu do Fortaleza, atuou no Ceará. Integrou o time alvinegro que se sagrou tetracampeão cearense. 

 

Saudade 

 

Geraldo Batista foi um torcedor do Ceará que deixou a marca de sua história na vida alvinegra. Presidiu o conselho deliberativo do clube, na época do presidente Eulino Oliveira. Ele nasceu no dia 13 de março de 1924. Ontem, teria completado cem anos. Deixou uma grande família alvinegra: filhos Fátima, Regina, Tereza e Geraldo Batista Júnior (10 netos, 7 bisnetos). Saudade muita.