Ceará segue impasse com lojas de franquias e avalia opções de expansão para 2027

Apenas a Loja Vozão Sede, em Porangabuçu, é tida como oficial

Escrito por
Alexandre Mota alexandre.mota@svm.com.br
(Atualizado às 09:27)
Legenda: O Ceará rompeu vínculo com a empresa B360, que era a responsável por administrar as lojas oficiais
Foto: Stephan Eilert / Ceará

A diretoria do Ceará segue trabalhando internamente para retomar a expansão da marca com mais espaços comerciais oficiais. Em agosto, o clube anunciou que somente a Loja Vozão Sede, localizada em Porangabuçu, era autorizada a vender os novos itens do clube, encerrando as lojas de franquias, mas a decisão teve um desfecho diferente.

Isso porque os pontos de venda eram gerenciados pela empresa B360, uma parceira no varejo. A instituição administrava franquias, que se concentravam principalmente nos shoppings de Fortaleza. Por conta de problemas de gerenciamento, de pendências financeiras e atendimento junto da torcida, o clube alvinegro optou por encerrar o acordo.

O contraponto é que o contrato prévio entre as partes impede a decisão unilateral de fechamento dos espaços comerciais, resultando em um imbróglio jurídico. Atualmente, a maioria dos locais segue aberta, com o layout do Vovô, mas não tem uniformes novos, nem pode vender ingressos de jogos.

Logo, os produtos da marca italiana Diadora, nova fornecedora de material esportivo da equipe, não são encontrados nessas lojas, com exceção da Loja Vozão Sede, que ainda é gerida pela equipe. Deste modo, o cenário restringe a maior propagação da nova linha de produtos e reduz o alcance de torcedores ao concentrar tudo em um único local ou nas plataformas de e-commerce.

Próximos passos

O uniforme de 2026 do Ceara
Legenda: Na atual temporada, o Ceará ainda utiliza um uniforme principal de 2025
Foto: Wellerson Gomes / Ceará

O Diário do Nordeste apurou que a equipe atua em diversas frentes internamente para retomar o controle das operações de comercialização de varejo, inclusive com diálogo com futuros parceiros. O modelo ainda é debatido, com chance de terceirizar novamente o fluxo ou assumir as lojas próprias.

Ao longo dos últimos anos, a equipe tinha um formato de negócio em que cedia a licença da marca para um agente gerir franquias, oferecendo um retorno financeiro com os royalties de vendas, tendo menos peso na operação.

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