A Chilli Beans entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 340 milhões em dívidas.
A varejista brasileira de óculos de sol tem 12 pontos de venda no Ceará, que empregam cerca de 60 pessoas.
Empregados, fornecedores e demais parceiros não devem ser abrangidos pelo plano de negociação, segundo a empresa.
O acordo prevê novos prazos e condições para o pagamento aos credores bancários.
Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras e estão coordenando o processo para injeção de novos recursos na companhia.
A Chilli Beans deve receber aporte de R$ 50 milhões para fortalecer o processo de reestruturação que está em curso nos últimos meses.
“Estamos muito otimistas, lançando produtos incríveis, abrindo novas lojas na América Latina e prontos para celebrar três décadas de história em 2027 com a energia que é a nossa maior característica”, diz o fundador e CEO da Chilli Beans, Caito Maia.
O investimento realizado pelos próprios credores "reforça a confiança do mercado no potencial da empresa", segundo a vice-presidente e responsável pelas Operações, Andre Dela Togna.
MAIS DE 900 LOJAS EM 14 PAÍSES
A Chilli Beans mantém 900 franquias em todo o Brasil e está presente em 14 países, em todos os continentes.
Em outubro, a empresa abriu nove pontos de venda no Brasil e quatro unidades em outros países da América do Sul.
Além de Fortaleza, as lojas no Ceará estão localizadas em Jericoacoara, Canoa Quebrada, Caucaia e Sobral.
No processo de recuperação extrajudicial, as empresas negociam dívidas diretamente com seus credores, buscando acordos para readequar prazos, valores e condições de pagamento.
O acordo precisa ser avaliado em juízo para que seja homologado e validado para todos os créditos da mesma natureza.
O processo difere do processo de recuperação judicial, que é conduzido pela Justiça. A empresa continua a operação com supervisão mais rigorosa.