Com 12 unidades no Ceará, Chilli Beans pede recuperação extrajudicial por dívidas de R$ 340 milhões

A empresa possui cerca de 60 funcionários no Ceará.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
01 de Novembro de 2026 - 16:05
capa da noticia
Legenda: Chilli Beans, com 900 lojas em 14 países, entrou com pedido de recuperação extrajudicial.
Foto: Reprodução/Chilli Beans.

A Chilli Beans entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 340 milhões em dívidas.

A varejista brasileira de óculos de sol tem 12 pontos de venda no Ceará, que empregam cerca de 60 pessoas. 

Empregados, fornecedores e demais parceiros não devem ser abrangidos pelo plano de negociação, segundo a empresa.

O acordo prevê novos prazos e condições para o pagamento aos credores bancários. 

Itaú, Akron e Vega atuam como financiadores âncoras e estão coordenando o processo para injeção de novos recursos na companhia. 

A Chilli Beans deve receber aporte de R$ 50 milhões para fortalecer o processo de reestruturação que está em curso nos últimos meses.

“Estamos muito otimistas, lançando produtos incríveis, abrindo novas lojas na América Latina e prontos para celebrar três décadas de história em 2027 com a energia que é a nossa maior característica”, diz o fundador e CEO da Chilli Beans, Caito Maia.

O investimento realizado pelos próprios credores "reforça a confiança do mercado no potencial da empresa", segundo a vice-presidente e responsável pelas Operações, Andre Dela Togna. 

MAIS DE 900 LOJAS EM 14 PAÍSES

A Chilli Beans mantém 900 franquias em todo o Brasil e está presente em 14 países, em todos os continentes.

Em outubro, a empresa abriu nove pontos de venda no Brasil e quatro unidades em outros países da América do Sul.

Além de Fortaleza, as lojas no Ceará estão localizadas em Jericoacoara, Canoa Quebrada, Caucaia e Sobral.

No processo de recuperação extrajudicial, as empresas negociam dívidas diretamente com seus credores, buscando acordos para readequar prazos, valores e condições de pagamento.

O acordo precisa ser avaliado em juízo para que seja homologado e validado para todos os créditos da mesma natureza.

O processo difere do processo de recuperação judicial, que é conduzido pela Justiça. A empresa continua a operação com supervisão mais rigorosa.

Assuntos Relacionados