Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil do Ceará anunciaram paralisação por tempo indeterminado, a partir desta quinta-feira (10), após a rejeição das propostas de reajuste do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foram consideradas insuficientes.
De acordo com o Sindicato dos Bancários do Ceará, a decisão foi tomada após a categoria deliberar a favor da paralisação das atividades durante uma Assembleia Geral Extraordinária realizada nos dias 3 e 4 de setembro.
A paralisação dos funcionários da Caixa tem alcance nacional e tempo indeterminado, enquanto no Banco do Brasil a greve ocorre de forma parcial, apenas nas bases sindicais que rejeitaram o acordo.
Na última quarta-feira (9) as negociações entre a Caixa Econômica Federal e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) foram retomadas. O banco não apresentou uma nova proposta, mas se comprometeu a avançar nas negociações numa nova mesa nesta quinta-feira (10). A greve deve ser mantida até as assembleias tomarem uma decisão.
De acordo com Luiza Hansen, coordenadora da CEE/Caixa, mais de 90% das bases sindicais rejeitaram as propostas feitas pela Caixa. “O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa", afirmou.
Atendimento alternativo
No caso do Banco do Brasil, 27 sindicatos optaram pela greve. O banco orientou que clientes utilizem o aplicativo, o Internet Banking, os correspondentes bancários e a Central de Relacionamento durante a paralisação dos funcionários.
A proposta de reajuste rejeitada por funcionários da Caixa e do BB prevê uma reposição total da inflação mais 0,60% de aumento real em 2026 e 2027, incluindo salários, vale-refeição e alimentação, PLR e demais verbas.