Cearense é cotado para assumir presidência do Banco do Brasil

Nome de Carlos Hamilton Araújo, funcionário de carreira do banco, vem tomando força nos bastidores e figura entre os três apontados nacionalmente para substituir Rubem Novaes. Indicação poderia beneficiar o Estado

Após o pedido de demissão de Rubem Novaes da presidência do Banco do Brasil (BB), um cearense é um dos nomes cotados para o cargo. Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo é natural de Santa Quitéria e atual vice-presidente de Gestão Financeira e Relação com Investidores da instituição.

Conforme o jornal O Globo, Hamilton foi uma dos primeiros a integrar a equipe de Novaes durante a transição de governo e poderia dar continuidade ao trabalho já iniciado.

O economista Alcântara Macêdo avalia que um cearense no mais alto cargo de uma instituição como o Banco do Brasil pode beneficiar o Estado.

"Ele conhece a realidade do Ceará, tanto do interior, sendo natural de Santa Quitéria, um município do semiárido, quanto da Capital. É natural que ele tenha sensibilidade para favorecer, de maneira ética, alguma situação que possa ser proveitosa ao Ceará".

Ele lembra que o atual presidente do Banco do Nordeste (BNB), Romildo Rolim, também é cearense.

"O Romildo conhece muito bem o Ceará e isso é muito bom. Só posso desejar boa sorte e que ele (Hamilton) veja esse momento que estamos vivenciando no Nordeste, em que precisamos evidentemente de uma política que dê luz ao desenvolvimento", aponta.

Ainda assim, Macêdo destaca que ainda é cedo e que há outros nomes em pauta para o cargo. Além do cearense, outros dois nomes são citados nos bastidores para a posição: Hélio Magalhães, presidente do Conselho de Administração do BB, e Mauro Ribeiro Neto, atual vice-presidente Corporativo do banco.

Por outro lado, o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado, Maia Júnior, acredita que o simples fato de um cearense ocupar a presidência do BB não trará possíveis privilégios.

"O Carlos Hamilton é um grande nome. É bom porque são bons nomes em cargos de relevância, fortalece o talento cearense, mas não acredito que isso vá criar um privilégio".

Ele reforça que, com base na expertise já demonstrada ao longo da carreira, Hamilton deverá tratar o banco de acordo com o interesse da instituição, dos estados e do setor econômico. "Ele irá agir com retidão e profissionalismo. De qualquer forma, não deixa de ser um canal que o Estado passa a ter. Ele é um quadro de muito valor e, para mim, seria um orgulho se fosse escolhido", afirmou.

Experiência

O cearense é graduado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e possui mestrado e doutorado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas. Iniciou sua carreira como Analista no Banco do Estado do Ceará S.A. Entre 1984 e 1990, foi Analista na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) de 1990 a 1992, e funcionário de carreira do Banco Central (BC), desde 2000, tendo exercido as funções de chefe adjunto e consultor do Departamento de Estudos e Pesquisas (2002 - 2010), e de diretor de Política Econômica e diretor de Assuntos Internacionais (2010 - 2015).

Em 2016, atuou como secretário de Política Monetária do Ministério da Fazenda, durante o governo de Michel Temer. Em seguida, assumiu a vice-presidência de Serviços, Infraestrutura e Operações do Banco do Brasil, entre 2016 e 2018, bem como cadeira no Conselho de Administração da BB Seguridade Participações (2017 - 2018), passando a membro do Comitê de Riscos e de Capital do BB (2018 - 2019).

Entre os nomes cotados para assumir o lugar de Rubem Novaes na presidência do Banco do Brasil (BB), o de um cearense se destaca. Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo é natural de Santa Quitéria.