"O nosso sócio-torcedor, que rendia R$ 2 milhões por mês, caiu para R$ 150 mil. Em todos os nossos jogos — com exceção do jogo contra o Fortaleza — não sobrou dinheiro. Quando a gente ainda estava brigando no campeonato, fiz promoção para encher o estádio, aí sobrava R$ 30, R$ 40 mil. Depois entra numa situação de brigar para não cair, e o estádio não enche mesmo com promoção, gerando R$ 40, R$ 50 mil de prejuízo por jogo", expicou o presidente.
Outra perde de receita foram os R$ 800 mil por mês de patrocínio master de uma Casa de Apostas após a proibição das Bets.
Futebol caro
João Paulo Silva também justificou a crise financeira pelo futebol estar muito caro.
"Essa conta chegou pra todo mundo. Atleta que ganhava 70, 80 mil numa Série B, hoje ganha 150, 200, 300 mil".
Não falta nada
Apesar do espanto que foi a suspensão da coleta de lixo e o montante na sede do clube que assustou, João Paulo Silva garantiu que não faltou nada para os jogadores em 2026.
"O time nunca deixou de concentrar, nunca faltou nada para uma viagem. O Ceará, numa Série B, é o elenco que talvez mais viaje. Para você ter ideia, tem time que e está brigando pelo acesso, mas não viaja com médico, assessoria; eles preferem contratar um médico na cidade em que vai jogar. Eu nunca fiz isso."