A duas partidas do fim da temporada 2026 para o Ceará, e sendo um dos 15 jogadores com contrato próximo de encerrar, o goleiro Richard não confirmou se permanecerá no elenco do Alvinegro no próximo ano. Em coletiva concedida na tarde desta sexta-feira (6), o camisa 1 do Vovô despistou duas vezes ao ser questionado sobre continuidade, mas fez uma declaração de carinho ao clube que gerou discussão sobre possível tom de despedida.
O Ceará é o clube que mais joguei e vai estar sempre no meu coração, independentemente de todas as coisas, vou levar o Ceará e vou estar com o Ceará sempre no meu coração
Por duas vezes, durante a coletiva, Richard falou que ainda não pensa em 2027 e mantém o foco apenas na partida de domingo (8), contra o América-MG, que pode garantir a permanência matemática do Ceará na Série B para o ano seguinte. O Vovô precisa apenas empatar com o Coelho para se salvar. Caso o Avaí não vença o São Bernardo em casa no sábado (7), no entanto, o Alvinegro já estará na próxima edição da Segundona automaticamente.
Apesar de fugir das perguntas sobre permanência, o goleiro alvinegro declarou o amor que sente pelo clube. "O Ceará, para mim, foi o clube que mais joguei profissionalmente na carreira. Passei mais tempo no São Paulo, mas foi o clube que mais joguei. Confesso que no começo, assim que cheguei, não entendia muito bem. Com o passar do tempo, eu falo que o Ceará me escolheu para estar aqui”, disse.
Há oito temporadas em Porangabuçu, Richard afirmou que o calor do torcedor na arquibancada e o apoio que a torcida oferece faz com que o atleta se apaixonem e “acabe abdicando de muitas coisas para estar aqui (no Ceará) para viver tudo isso”. Ele não comentou detalhadamente sobre as situações abdicadas, mas afirmou: “Vocês que estão aqui no dia a dia sabem da nossa luta, nossa batalha”. O Ceará vive um momento de salários atrasados na carteira e em direitos de imagem.
Ano mais difícil
Desde que passou a defender a camisa alvinegra, em 2019, Richard enfatizou que a atual temporada foi a mais difícil vivida em Porangabuçu. Ele citou que o sentimento é compartilhado por atletas mais antigos, como Richardson, Luiz Otávio e Vina.
“Foi o ano mais difícil. Para nós que vivemos o Ceará há muito tempo, tudo é mais aflorado. A vitória, a derrota também. Para nós, que estamos há mais tempo no clube, a gente tem um pouco mais de dificuldade de lidar com essa situação. Eu, durante o Campeonato Brasileiro (da Série B) tive muita dificuldade em aceitar que a nossa realidade ia ser brigar para não cair. Foi um exercício difícil de aceitar. Em alguns momentos, emocionalmente, eu estava um pouco mexido”, disse.