Coletivo de torcedoras do Santos se posiciona contra volta de Robinho

Atacante foi condenado em primeira instância a 9 anos de prisão por estupro na Itália

Legenda: Robinho com camisa do Santos
Foto: divulgação / Santos

O movimento de torcedoras Bancada das Sereias, que tem apoio oficial do Santos, se declarou contra a volta de Robinho ao clube. O grupo, fundado no ano passado e composto por torcedoras que se unem para ir ao estádio juntas, fez uma postagem em sua página no Facebook sobre a contratação do jogador de 36 anos.

No texto, afirmam que, mesmo que Robinho ainda possa recorrer de sua condenação, "não cabe o retorno desse jogador nessas condições" e também aponta que seria contraditório o clube contratá-lo após participar de campanhas contra a violência de gênero.

"É muito triste saber que todas as campanhas pela defesa da mulher, de Dia Internacional da Mulher, de nos dar voz para qualquer coisa, ficam somente no papel, afinal no momento de pôr em prática, [o clube] traz um jogador condenado em primeiro grau por estupro", publicou.

Com a contratação de Robinho, anunciada no sábado (10), internautas também apontaram para uma contradição na postura do clube. Publicações antigas do time da Vila Belmiro nas redes sociais sobre temas relacionados à mulher foram relembradas para questionar a vinda do atleta, que iniciará sua 4ª passagem pelo Santos. A reação veio tanto de torcedores de clubes rivais quanto de santistas.

Após o ocorrido, o clube não voltou a publicar conteúdos relacionados ao jogador nas redes sociais. O atacante foi inscrito no BID (o Boletim Informativo Diário) da CBF e está liberado para jogar, mas o Santos não anunciou a novidade.

Robinho foi condenado em primeira instância a 9 anos de prisão por estupro na Itália. O caso teria ocorrido em janeiro de 2013, numa festa em Milão, e a vítima seria uma jovem albanesa. Ele recorre da decisão. A advogada de Robinho, Marisa Alija, explicou que a condenação não é definitiva e que o atleta ainda pode recorrer em três instâncias. Também diz que não há ordem de prisão, em resposta a alegações de torcedores de que Robinho não poderia pisar na Itália.

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