Ceará: Daniel Paulista diz que não chega para 'ser o salvador da pátria'

Novo treinador do Vozão foi apresentado nesta quarta-feira (1º)

Escrito por Liuê Góis liue.ribeiro@svm.com.br
01 de Julho de 2026 - 16:17 (Atualizado às 16:35)
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Legenda: Daniel Paulista estreia no comando Alvinegro no próximo saábado (4), às 18h, contra o Goiás.
Foto: Gabriel Silva/Ceará SC
Um oferecimento de:

O técnico Daniel Paulista foi apresentado oficialmente pelo Ceará nesta quarta-feira (1º) e tratou de adotar um discurso de responsabilidade coletiva para a missão de recuperar a equipe na Série B. O treinador afirmou que não chega ao clube para resolver os problemas sozinho e destacou que o objetivo é fazer o time voltar a pontuar o quanto antes.

"Claro que não é um trabalho do Daniel. Daniel não vem aqui para ser o salvador da pátria, para resolver todos os problemas, não. Cada um vai ter que dar sua contribuição, porque eu tenho certeza que no futebol ninguém faz nada sozinho. Nós precisamos coletivamente nos fortalecer, cada um procurar dentro da sua função trabalhar com excelência para que nós possamos no final do ano ter condições de estar disputando esse grande objetivo que o Ceará tem desde o início da temporada."

Resultado imediato

Daniel afirmou que suas equipes costumam ser competitivas e valorizam a posse de bola, mas ressaltou que o momento do Vovô exige uma adaptação às características do elenco e foco total em conquistar resultados.

"As equipes que eu dirigi foram muito caracterizadas por serem equipes competitivas, que disputam muito a bola. O poder de ter a bola, claro que nós gostamos de ter um jogo apoiado, de boa circulação de bola de um lado para o outro. Mas eu vejo que o campeonato e a Série B necessitam de competitividade, muita força, muita disputa, é característica da competição. Claro que quem consegue atrelar essa competitividade, esse poder de disputa com uma qualidade técnica, individual e coletiva, consegue sobressair dentro da competição."

"São ajustes que nós vamos precisar fazer. Claro que não é, às vezes, o que o Daniel gosta, é aquilo que o material humano que eu tenho à disposição. Nós vamos procurar nos ajustar em cima das características de jogadores que nós temos, tentar moldar o melhor modelo de jogo porque nós precisamos de resultado imediato. Cada rodada que se passa, as coisas vão se dificultando. Então, nós precisamos começar a pontuar, começar a subir na competição. O trabalho vai ser muito para o resultado imediato e não em cima, às vezes, do que eu gosto, porque nós precisamos de resultado nesse momento."

Vina segue nos planos

Questionado sobre Vina, Daniel explicou que o meia ainda está em recuperação de lesão, mas garantiu que conta com o jogador para a sequência da temporada.

"O Vinícius está machucado, é um jogador que não está em trabalho com o grupo, está em processo de recuperação. Então, é um atleta que, nesse momento, não está apto às partidas. Para deixar isso bem claro para todos, isso não significa que ele não será aproveitado. É um atleta que eu gosto, tem a sua capacidade, e é nítido para todos que, em plenas condições físicas, técnicas e táticas, é um atleta que pode contribuir, e muito, para que nós possamos buscar os nossos objetivos aqui dentro. Então, é um jogador que nós contamos com ele. Claro que nós vamos conversar ainda, particularmente com ele, para entender todo esse processo."

Estreia contra o ex-clube

A estreia de Daniel Paulista será no sábado (4), às 18h, contra o Goiás, na Serrinha. Do outro lado estará Mozart, que deixou o Ceará e assumiu a equipe goiana. O treinador classificou a situação como curiosa, mas descartou qualquer vantagem pelo conhecimento dos clubes.

"Eu não me lembro de um fato como esse ter acontecido, pelo menos não tenho essa lembrança. Até procurei pensar se houve, em algum momento, uma curiosidade como essa, como nós vamos ter no próximo sábado, tanto eu quanto o Mozart estreando pelos clubes e cada um tendo o seu último clube e o seu atual. Então, é uma situação diferente. Acho que ninguém leva vantagem. Eu posso ter um conhecimento do Goiás, mas o Mozart tem um conhecimento do Ceará. Acho que vai muito do que se pensa sobre futebol."

 

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