‘Avião-arraia': empresa desenvolve aeronave sem janelas e iluminação natural

Z4 será o primeiro avião comercial com asa integral do mundo.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
16 de Agosto de 2026 - 10:41
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Legenda: A poluição sonora também será reduzida em até 4 vezes.
Foto: JetZero.

“O futuro toma forma”. Essa é a apresentação do site da JetZero, empresa norte-americana de aviação focada no desenvolvimento do Z4, um avião sem janelas e que tem um formato similar ao de uma arraia, o que tem feito ele ser chamado de ‘avião-arraia’.

Com 250 vagas, o avião comercial se coloca como revolucionário trazendo um design de corpo integrado à asa. O projeto também promete estar alinhado com o meio ambiente, reduzindo o consumo de combustível em até 50%. As informações são do G1.

“Sendo o primeiro avião comercial com asa integral, o Z4 será movido a querosene de aviação convencional derivado de combustíveis fósseis, com até 50% mais eficiência de combustível e redução das emissões associadas, ajudando as companhias aéreas a atingirem suas metas de emissões líquidas zero até 2050.”, disse a empresa.

O Z4 foi projetado para voos de até 5.000 milhas náuticas (cerca de 9.200 km). A autonomia seria suficiente, por exemplo, para uma viagem entre São Paulo e Madri, na Espanha, uma distância de aproximadamente 8.400 km.

Com os motores montados na parte superior da aeronave, a poluição sonora também será reduzida em até 4 vezes para as comunidades vizinhas aos aeroportos.

“Essa inovação não se trata apenas de melhor desempenho; trata-se de uma experiência de viagem mais limpa, silenciosa e aprimorada. O Z4 da JetZero, projetado na Califórnia, será produzido em Greensboro, Carolina do Norte, com previsão de entrada em serviço no início da década de 2030.”, ainda de acordo com a JetZero.

Avião Z4 terá telas no lugar das janelas ao lado dos assentos e iluminação por claraboias
Legenda: Avião Z4 terá telas no lugar das janelas ao lado dos assentos e iluminação por claraboias
Foto: Divulgação/JetZero

Aeronave sem janelas

Apesar dos benefícios apresentados, comparados aos modelos do mercado atual, especialistas em aviação levantaram alguns pontos que o modelo pode trazer. Ao Wall Street Journal, críticos apontaram que passageiros podem ter mais enjoos pela ausência das janelas.

No avião-arraia, em vez das janelas ao lado dos passageiros, telas mostrarão imagens do lado de fora captadas por câmeras de alta definição. 

Outra mudança de estrutura é que a  iluminação natural da cabine virá de duas claraboias instaladas próximas às primeiras fileiras. O compartimento de bagagem funcionará individualmente para cada assento. 

Além disso, por ter a integração das asas ao designer, os passageiros que ficarem mais próximos dessas conexões, podem sentir mais desconforto nas curvas feitas pela aeronave, ainda de acordo com os críticos ao jornal.

Outro desafio para a operação será a adaptação nos aeroportos. Como as portas serão posicionadas em locais distintos dos usados em aviões convencionais,  pode dificultar a adaptação do Z4 na maioria dos aeroportos.