Censo 2022 começa nesta segunda-feira (1º) após dois anos de atraso

Levantamento deve alcançar 75 milhões de domicílios brasileiros

O Censo 2022 começa nesta segunda-feira (1°) com a expectativa de visitar 75 milhões de domicílios brasileiros. Os 183 mil recenseadores irão percorrer mais de 8,5 mil quilômetros quadrados para levantar informações sobre as condições de vida da população. A pesquisa ocorre com dois anos de atraso. 

Serão aplicados dois questionários, sendo um básico com 26 questões, e o de amostra, com 77 perguntas mais detalhadas. O recorte, por exemplo, irá perguntar sexo, idade, instrução, renda e condições do domicílio. O censo também quer saber sobre trabalho, composição das famílias, fecundidade, religião e pessoas com deficiência. 

Uma das novidades do Censo 2022 é uma investigação inédita das 5.972 comunidades quilombolas. Os líderes irão descrever a infraestrutura do local, recursos naturais, educação, saúde e hábitos da aldeia.

Força-tarefa

Mais de 183 recenseadores estarão nas ruas para realizar o trabalho. Do total, 18 mil são supervisores e 10 mil agentes censitários. O grupo atuará em 26 estados e no Distrito Federal alocados em 566 agências e seis mil postos de coleta. 

“Os primeiros resultados do Censo 2022 estão previstos para serem divulgados ainda no fim deste ano. Outras análises e cruzamentos de dados serão divulgados ao longo de 2023 e 2024”, informou o IBGE.

O levantamento demográfico estava marcado para 2020, mas precisou ser adiado pelo IBGE por causa da pandemia de Covid-19. Já em 2021, o órgão apontou que o corte de R$ 1,76 bilhão inviabilizaria a pesquisa. O último Censo ocorreu em 2010.