Tempestade solar gera rara aurora boreal na Irlanda e outros países da Europa; veja
O fenômeno provocou uma rara aurora austral que pode ser vista no Ushuaia, na Argentina
Uma enorme tempestade solar registrada na Terra nesta sexta-feira (10), provocou raras auroras boreais na Irlanda e em outros países da Europa.
A tempestade também pode trazer interrupções na rede de energia e nas comunicações por satélite, conforme informaram as autoridades americanas. Espera-se que as ejeções de massa coronal (CMEs, na sigla em inglês), grandes emissões de plasma e campos magnéticos do Sol, cheguem entre sexta-feira e sábado, conforme a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
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Na Argentina e no Chile, o fenômeno provocou uma rara aurora austral que pode ser vista em Los Lagos e no Ushuaia (veja fotos a baixo).
Auroras
Mas também podem trazer outros efeitos, como a aparição de auroras polares — conhecidas como auroras boreais ou austrais, dependendo do hemisfério - em lugares onde normalmente não são visíveis.
Mathew Owens, professor de física espacial na Universidade de Reading, disse à AFP que os efeitos serão sentidos principalmente nas latitudes norte e sul do planeta. O alcance exato dependerá da força final da tempestade.
"O norte do Canadá, a Escócia e lugares desse tipo terão boas auroras; acredito que podemos afirmar isso com segurança", afirmou, acrescentando que a situação pode se repetir no hemisfério sul.
"Meu conselho é que saiam esta noite e olhem, porque se virem a aurora, é algo espetacular", continuou.
Nos Estados Unidos, esse fenômeno poderia ser observado na região mais ao norte de estados como Califórnia e Alabama.
Brent Gordon, dos serviços meteorológicos espaciais da NOAA, sugere que as pessoas tentem tirar fotografias noturnas com seus celulares, mesmo que a aurora não seja visível a olho nu. "Você se surpreenderia com o que pode ser visto na foto" capturada com os celulares mais modernos, afirmou.
As autoridades recomendam à população que siga as medidas padrões diante de possíveis apagões, como ter em mãos lanternas, baterias e rádios meteorológicos.
A maior tempestade solar registrada é o "evento de Carrington", de 1859: destruiu a rede telegráfica nos Estados Unidos, provocou descargas elétricas e a aurora boreal foi visível em latitudes inéditas, até a América Central.
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