Haiti soma mais de 2.100 mortos em terremoto

Catástrofe deixou ainda 12 mil feridos e 332 desaparecidos, segundo o serviço de Proteção Civil do país

TERREMOTO NO HAITI
Legenda: Buscas pelos desaparecidos são executadas por autoridades locais
Foto: Reginald Louissaint Jr/AFP

O balanço do terremoto no Haiti, que ocorreu há cinco dias no sudoeste do país, foi atualizado na noite dessa quarta-feira (18) pelo serviço de Proteção Civil. Segundo o levantamento, 2.189 pessoas morreram, 332 estão desaparecidas e há mais de 12 mil feridos. "As operações de resgate continuam", afirmou o organismo no Twitter.

As autoridades enfrentam o desafio de entregar ajuda humanitária de maneira segura a centenas de milhares de desabrigados, incluindo muitos que vivem em áreas isoladas. Além disso, os desabrigados também precisam enfrentar as chuvas provocadas pela passagem do furacão Grace.

O governo dos Estados Unidos fretou oito helicópteros do exército a partir de Honduras para ajudar nas evacuações por razões médicas. Além disso, o "USS Arlington" deve chegar nas próximas horas ao Haiti com uma equipe médica.

"Temos ao redor de 600.000 pessoas diretamente afetadas e que precisam de ajuda humanitária imediata", disse Jerry Chandler, diretor de proteção civil do Haiti, no Centro de Operações de Emergência Nacional em Porto Príncipe.

"Tivemos que encontrar meios para garantir a segurança, o que continua sendo um grande desafio. Sabemos que havia um problema no nível da saída sul de Porto Príncipe, em Martissant, mas este problema aparentemente está resolvido, já que temos conseguido passar nos dois últimos dias", explicou. 

Desaparecidos

Na localidade de Maniche, os moradores esperam o apoio de que tanto precisam após o terremoto de magnitude 7,2.

"Todas as instituições que haviam estão em ruínas. Não temos igrejas, o salão paroquial, o dispensário desabaram totalmente...", enumera, desolada, Rose Hurguelle Point du Jour.

Geordany Bellevue compartilha desta angústia e está especialmente preocupado com as áreas isoladas de sua comuna.

"Nas montanhas houve muitos deslizamentos de terra, que mataram e feriram muita gente. Alguns estão desaparecidos. Não temos capacidade de ir buscá-los nos cumes", diz.

"Já é complicado receber ajuda aqui no centro de Maniche e quando isto acontece, nunca chega às vítimas de áreas isoladas", lamenta, lembrando a gestão da ajuda humanitária após a passagem devastadora do furacão Matthew em 2016.

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