Papa Francisco pede liberdade 'sem condições' para vítimas de sequestro na Colômbia

O governo da Colômbia alega haver pelo menos 30 reféns

O papa Francisco pediu neste domingo (7) a libertação "sem condições" de todas as vítimas de sequestros na Colômbia - uma ferida aberta do conflito armado que perdura há seis décadas. O governo da Colômbia alega haver pelo menos 30 reféns.

"Oremos juntos pela libertação, sem condições, de todas as pessoas atualmente sequestradas na Colômbia. Este gesto, que é um dever perante Deus, também favorecerá um clima de reconciliação e paz no país", declarou o papa argentino após a tradicional oração do Angelus na Praça de São Pedro, no Vaticano.

Os casos de sequestro no país são um ponto crucial nas negociações entre o governo de Gustavo Petro e as principais guerrilhas do país, especialmente após o caso envolvendo o pai do jogador de futebol Luis Díaz, raptado por 12 dias entre outubro e novembro de 2023.

Os rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN), que mantêm diálogo com Petro desde o final de 2022, estavam por trás do ocorrido.

Em dezembro passado, a guerrilha comprometeu-se a acabar com os sequestros.

No sábado (6), o chefe do Registro Civil Nacional da Colômbia, uma agência estatal responsável por coletar informações sobre os cidadãos, foi sequestrado no departamento de Chocó, noroeste do país. 

Os responsáveis ainda não foram divulgados, embora uma das principais frentes do ELN opere nesta região.

Enquanto o pai de Díaz estava sequestrado, o governo afirmou que o ELN possui 30 reféns.