Interferências em GPS e satélites: entenda impactos da tempestade solar

Neste domingo (30), a previsão da NOAA não indica uma nova tempestade geomagnética forte. O monitoramento da atividade solar, porém, continua.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
30 de Agosto de 2026 - 11:01
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Legenda: Terra recebendo a tempestade solar. Reprodução do mesmo fenômeno em 2025.
Foto: NASA

O alerta para uma tempestade geomagnética provocada pela atividade do Sol chegou ao fim neste fim de semana. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) previa uma tempestade de nível moderado entre sexta-feira (28) e sábado (29). Neste domingo (30), não há previsão de uma nova tempestade desse porte.

O fenômeno teve origem em explosões registradas no Sol na segunda-feira (25). Uma delas lançou uma grande quantidade de partículas no espaço. Quando esse material chega à Terra, pode provocar alterações no campo magnético do planeta e afetar alguns sistemas tecnológicos.

Os principais impactos atingem equipamentos e serviços que dependem de satélites e sinais de rádio. Uma tempestade geomagnética pode causar interferências no GPS, problemas nas comunicações e alterações no funcionamento de satélites. Em eventos mais fortes, também há risco para redes de energia elétrica.

O alerta dos últimos dias chegou ao nível G2, considerado moderado. Para a população em geral, esse tipo de evento não representa risco direto à saúde.

É possível ver a tempestade?

A tempestade não pode ser vista. Um de seus efeitos, porém, pode produzir um dos fenômenos mais conhecidos do clima espacial: a aurora.

As auroras aparecem como luzes coloridas no céu após a interação das partículas vindas do Sol com a atmosfera terrestre. Elas costumam ocorrer próximas aos polos, mas tempestades muito fortes podem ampliar a área de observação.

No Brasil, o fenômeno é raro. No Ceará, a possibilidade de observação durante uma tempestade moderada como a deste fim de semana é praticamente inexistente.

Com que frequência ocorre?

A atividade do Sol segue ciclos de aproximadamente 11 anos. Durante os períodos de maior atividade, aumentam as explosões solares e a ocorrência de tempestades geomagnéticas.

Eventos menores são relativamente comuns. Tempestades intensas, capazes de provocar grandes impactos tecnológicos, são mais raras.

Pode derrubar a internet?

Uma tempestade solar forte pode afetar satélites, GPS e sistemas de comunicação, mas isso não significa uma queda generalizada da internet.

Os maiores riscos aparecem em eventos extremos. Um exemplo histórico ocorreu em 1859, no chamado Evento Carrington, considerado uma das maiores tempestades geomagnéticas já registradas. Na época, falhas atingiram sistemas de telégrafo e auroras apareceram em regiões incomuns.

Hoje, um fenômeno semelhante poderia provocar impactos maiores devido à dependência de satélites, redes elétricas, GPS e telecomunicações.

É preciso tomar algum cuidado?

Não. Para a população em geral, não há necessidade de mudar a rotina durante uma tempestade geomagnética moderada.

O acompanhamento dos alertas interessa principalmente a setores que dependem de satélites, GPS, rádio e redes elétricas. Neste domingo (30), a NOAA não prevê uma nova tempestade geomagnética forte, mas mantém o monitoramento da atividade do Sol.

Auroras foram esperadas em diferentes partes do mundo

A tempestade geomagnética também aumentou a possibilidade de auroras nos dois hemisférios. No Norte, o fenômeno pôde ser observado em partes do Canadá e dos Estados Unidos, inclusive em áreas mais ao sul do que o habitual. No Sul, havia possibilidade de aurora austral na Tasmânia e em regiões do sul da Austrália.

A previsão coincidiu ainda com um eclipse lunar parcial, na madrugada de sexta-feira (28), o que criou a possibilidade de dois fenômenos no céu na mesma noite.