A sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e até visão embaçada pode parecer apenas um desconforto passageiro, mas também pode ser sinal da síndrome do olho seco.
A condição é comum e pode se tornar mais frequente entre as mulheres a partir dos 40 anos, período marcado por mudanças hormonais que também podem repercutir na saúde ocular.
Além das alterações naturais do organismo, fatores cada vez mais presentes na rotina, como o uso prolongado de telas, podem contribuir para o ressecamento dos olhos e prejudicar a qualidade das lágrimas.
Como identificar, então, quando o incômodo merece atenção? E quais cuidados podem ajudar a preservar a saúde ocular depois dos 40?
Para esclarecer essas e outras dúvidas, a oftalmologista Monike Vieira, do Departamento de Olho Seco do Centro Avançado de Oftalmologia e membro da diretoria da Sociedade Cearense de Oftalmologia (SCO), explica o que caracteriza a síndrome do olho seco, os principais sintomas, a relação com o uso de telas, como é feito o diagnóstico e quais são as opções de tratamento.
A especialista também reúne orientações práticas para cuidar da visão e manter a saúde dos olhos nessa fase da vida. Acompanhe a seguir a entrevista:
*Dra. Monike Vieira é oftalmologista do Departamento de Olho Seco do Centro Avançado de Oftalmologia e membro da diretoria da Sociedade Cearense de Oftalmologia (SCO).