Canetas para músculos? Conheça medicamentos que prometem ganho de massa magra

Substâncias apitegromab e bimagrumab estão em fases avançadas de estudos clínicos e devem revolucionar a indústria farmacêutica.

Escrito por Raísa Azevedo raisa.azevedo@svm.com.br
04 de Setembro de 2026 - 17:45
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Legenda: Medicamentos apresentaram resultado promissor para a preservação da massa e composição corporal mais equilibrada.
Foto: New Africa/Shutterstock.

Depois da adesão massiva e do sucesso incontestável das canetas emagrecedoras, as chamadas “canetas para músculos” são o novo alvo de testes de especialistas em saúde e bem-estar.

Nomeadas de apitegromab e bimagrumab, as substâncias estão em fases mais avançadas de estudos clínicos e prometem revolucionar a indústria farmacêutica em poucos anos.

Elas atuam para tentar inibir a ação da miostatina, uma proteína que regula o crescimento do músculo. Associadas a medicamentos emagrecedores, demonstraram resultado promissor para a preservação da massa magra e composição corporal mais equilibrada.

Os remédios são idealizados para combater patologias como a sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva e generalizada da massa muscular. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, a doença afeta até 50% das pessoas acima de 80 anos e pode iniciar aos 30 anos.

Mas, afinal, como as canetas para músculos funcionam? O que dizem as evidências científicas mais recentes? Como os especialistas avaliam a nova tendência?

O Diário do Nordeste reuniu as perguntas mais frequentes (FAQ) dos leitores sobre o assunto e conversou com Arnaldo Paiva Neto*, médico geriatra especialista em Física, Geriatria e Gerontologia para esclarecer dúvidas dos possíveis novos medicamentos. Acompanhe a entrevista a seguir:

Canetas para músculos Entenda como funcionam os medicamentos

*Arnaldo Paiva Neto é médico geriatra formado pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Pós-graduado em Física e em Geriatria e Gerontologia, desenvolve projetos e pesquisas interdisciplinares voltados à relação entre medicina, envelhecimento e pensamento filosófico contemporâneo. Autor do livro “Palimpsesto: O corpo que se reescreve”, resultado de um trabalho que integra evidências científicas e reflexão teórica.

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