Polícia liberta empresário seqüestrado

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
05 de Agosto de 2006 - 02:39
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Foto: Alexandro Auler/JC Imagem
Penaforte (Sucursal/Juazeiro do Norte) - O Grupo de Operações Especiais de Pernambuco (GOE) conseguiu ‘estourar’, na manhã de ontem, o cativeiro onde era mantido o empresário Mário Henrique Queirós, um dos diretores Grupo Pague Menos, seqüestrado no último dia 24, em Fortaleza. Sete acusados de envolvimento já foram presos. A vítima foi encontrada em um quarto da pousada Brisa do Lar, próximo à BR-116, na divisa do Ceará com Pernambuco, já na saída do Município de Penaforte (distante 568 quilômetros de Fortaleza) para a cidade de Salgueiro. Somente por volta das 20 horas é que a vítima foi entregue à família, em Recife. Os quatro acusados de envolvimento no seqüestro foram apresentados também à noite à Polícia Civil, na Capital pernambucana. A apresentação de todo o grupo, em Fortaleza, acontecerá hoje.

No cativeiro onde se encontrava a vítima, estavam José Wanderley Martins, 32 anos, e Cícero Manoel Tavera, de 40, proprietário da pousada. Com eles foram encontrados um revólver de calibre 38, e uma espingarda 12. A Polícia conseguiu chegar ao local depois de prender no Centro da cidade de Brejo Santo, por volta das 10 horas de ontem, o pernambucano Cícero Cândido da Silva, 35, apontado como chefe da quadrilha, e sua namorada Marivânia de Sousa Santos, de 23. Em seguida, comunicou o fato à Polícia Civil do Ceará, que auxiliou no encaminhamento posterior dos trabalhos.

Segundo o delegado Antônio Barros, titular do GOE, o cativeiro foi estourado uma hora depois de serem autuados Cícero e Marivânia. Nas proximidades do cativeiro se encontra a Delegacia de Polícia de Penaforte. Antônio Barros, que esteve acompanhado desde o início da diligência do delegado adjunto, Cláudio Castro, disse que a busca aos seqüestradores estava sendo realizada de forma paralela nos locais onde havia suspeita da presença dos acusados, nas cidades de São José do Belmonte (PE), e em Brejo Santo. “Se fôssemos esperar para anunciar o nosso trabalho à Polícia do Ceará, poderia não dar tempo e os seqüestradores conseguiriam mais uma vez mudar de local”, diz o delegado Barros. Outro possível cativeiro apontado pelo delegado seria na cidade de Boa Viagem.

A Polícia acredita que a quadrilha tem ramificações em todo o Nordeste e age de forma organizada, se movimentando em várias cidades. “Ainda estamos verificando as articulações, que envolvem o Estado de Pernambuco, Ceará e, possivelmente, uma cidade paulista. No cativeiro, além dos acusados Wanderley e Manoel Tavera, mais duas pessoas foram presas, e liberadas após a triagem, por não terem evidências de participação”, salientou.

O delegado Antônio Barros explica que as investigações foram iniciadas a partir do seqüestro do gerente do Banco do Brasil e família, no dia 02 de julho, na cidade pernambucana de Afogados da Ingazeira. Houve a identificação de que os mesmos seqüestradores estavam envolvidos no caso do empresário cearense. “Descobrimos que, em dado momento, um dos seqüestradores estava circulando entre cidades de Pernambuco e Ceará, e passamos a concentrar as investigações nesses dois locais”, explica.

Todos os levantamentos periciais estão sendo feitos, inclusive com a possibilidade de haver mais envolvidos no seqüestro (veja matéria ao lado). Segundo o diretor-geral de operações de Polícia Judiciária, Newson Motta, tratou-se de um trabalho investigativo de grande porte, exaustivo, mas que teve um resultado bastante positivo, com a libertação do refém. “Nossas equipes vinham monitorando o grupo e, quando prendemos o Cícero Cândido, pelo caso do gerente do banco, já sabíamos de sua participação no seqüestro do empresário cearense. Ele nos revelou o local onde o refém estava e o libertamos. Mas este já era o quarto cativeiro. Um deles, já sabemos, foi na região de Boa Viagem e vamos tentar descobrir quais foram os outros dois, antes de Penaforte”, salientou.

Durante a apresentação, na sede da Polícia Civil pernambucana, o empresário Deusmar Queirós correu e abraçou o filho. “A gente só dá valor quando pensa que pode perder. Quero abraçar meu pai, como fiz agora, e depois quero abraçar minha esposa e meu filho. Não fui maltratado fisicamente, mas recebi muita pressão psicológica. Fiquei vendado durante todo esse tempo, mas não amarrado. Agradeço o excelente trabalho da Polícia Civil de Pernambuco, pois é por causa deles que estou solto e poderei reencontrar minha família”, disse. (Colaborou Diogo Menezes / Jornal do Commércio)

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