Roberto Alves da Silva e Desiree Dantas Barros, apontados como “serial killers”, foram condenados por homicídio pela Justiça nesta sexta-feira (9), após denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE).
A condenação se refere ao assassinato de Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar, uma das vítimas dos chamados “Crimes do Sítio Canto”. O nome faz referência a uma série de mortes investigadas entre 2017 e 2018, na zona rural de Iguatu, no Centro-Sul do Ceará.
Segundo a denúncia do MPCE, Francisco saiu para caminhar na noite de 1º de dezembro de 2017 e foi morto a tiros. Os acusados esconderam o corpo da vítima em uma área de mata e, depois, usaram o crânio dela em rituais.
O júri reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Roberto e Desiree também foram condenados pelos crimes de ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores.
Roberto foi condenado a 25 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. Já Desiree recebeu pena de 17 anos e 11 meses de reclusão.
Esta é a terceira condenação da dupla. A primeira ocorreu em 2023, quando ambos foram sentenciados a 32 anos de prisão. Em 2025, a pena chegou a 37 anos.
Relembre o caso
A série de crimes veio à tona em maio de 2018, após o corpo do estudante universitário Jheyenderson de Oliveira Xavier, de 25 anos, ser encontrado enterrado em uma cova no Sítio Canto, no distrito de Suassurana, zona rural de Iguatu, no Centro-Sul do Ceará. O jovem havia desaparecido cinco dias antes e foi morto com dois tiros na cabeça.
Após a descoberta do primeiro corpo, os investigadores localizaram outras ossadas e restos mortais de pessoas desaparecidas desde 2017.
Os casos chocaram a população local e renderam manifestações para pressionar as autoridades pela elucidação dos crimes.