Zema contraria regra do TSE e usa celular dentro da cabine de votação

Candidato diz que não sabia da regra. Presidente do TRE-MG fiz que vai apurar o caso

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Outubro de 2026 - 12:54 (Atualizado às 12:58)
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Legenda: Romeu Zema votou em Araxá (MG).
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado.

Candidato a presidente, Romeu Zema (Novo) foi visto dentro da cabine de votação usando um celular neste domingo (4). A atitude contraria a regra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbe o uso do aparelho durante o acesso à urna eletrônica.

Zema alegou que não sabia dessa regra. Em entrevista, o postulante disse que ninguém o avisou que não podia usar celular dentro da cabine.

O candidato disse que não chegou a fotografar dentro da cabine. A regra do TSE não só proíbe votar com o celular, como também não permite que os eleitores estejam na cabine com o aparelho ou outros dispositivos eletrônicos.

"Celular, máquina fotográfica, filmadora, óculos inteligentes, relógio smartwatch e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto não podem ser levados para a cabina de votação. Antes de se dirigir à urna eletrônica, a eleitora ou o eleitor deve deixá-los no local indicado pelos mesários da seção eleitoral''
Tribunal Superior Eleitoral

Presidente diz que vai apurar

Zema acrescentou que se tivesse sido alertado da proibição, teria entregado o celular antes da votação. Ele foi filmado por volta de 9h votando em Araxá (MG). O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga afirmou que a Justiça Eleitoral vai apurar o caso. 

Em coletiva de imprensa realizada em Belo Horizonte sobre a apresentação parcial das eleições no estado, o magistrado reitera que a prática é proibida e a violação do sigilo pode configurar crime eleitoral. Também ponderou que caso haja uma responsabilização, é preciso que haja uma denúncia formal apresentada pelo Ministério Público.

Ainda segundo o presidente, os mesários presentes na cabine em que o candidato votou não poderiam ter permitido a entrada do aparelho na cabine.

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