Quem são os governadores eleitos em 1º turno em 2026?

Ao todo, 27 cargos como chefe de Executivo estadual estavam em disputa.

Escrito por Luciano Rodrigues luciano.rodrigues@svm.com.br
04 de Outubro de 2026 - 19:50 (Atualizado às 21:44)
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Legenda: Tarcísio de Freitas foi reeleito governador de São Paulo.
Foto: Alesp/Divulgação.

Neste domingo (4), eleitores de todo o Brasil foram às urnas escolher seis candidatos nas eleições gerais de 2026. Nos 26 estados e no Distrito Federal, os cargos de governadores estavam em disputa.

Ao todo, 20 estados decidiram a eleição em primeiro turno, incluindo a reeleição do atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT).

Tanto os governadores eleitos neste domingo quanto os que serão decididos no segundo turno tomarão posse dos mandatos em 6 de janeiro de 2027. Será a primeira vez que os mandatários serão empossados em nova data. Anteriormente, o rito acontecia no dia 1º de janeiro no ano seguinte à eleição.

Veja a lista de governadores eleitos neste primeiro turno no Brasil:

Quem é quem dos eleitos para governador em 1º turno no Brasil?

Alagoas

O Palácio República dos Palmares, em Maceió, será ocupado por João Henrique Caldas, o JHC (PSDB). Aos 39 anos, o ex-prefeito da capital alagoana chega ao cargo desbancando o senador e ex-governador do Estado, Renan Filho (MDB).

JHC é advogado de formação, e acumula passagens pela política. É filho de pai e mãe parlamentares, sendo a mãe, Eudócia Caldas (PSDB), atual senadora do Estado. Ele será o primeiro da família a oficialmente ocupar o cargo. 

Amapá

No Amapá, Dr. Furlan (PSD) é o novo governador do Estado. Com votação expressiva no primeiro turno, ele desbancou o atual mandatário estadual, Clécio Luís (União), e chegou ao Poder Executivo amapaense, no Palácio do Setentrião.

Furlan tem 53 anos e é natural de Costa Rica, na América Central, mas fez carreira política ao longo dos anos no Amapá. Atualmente no PSD, passou por diversos partidos desde 2009. Foi deputado por quase oito anos até se tornar prefeito de Macapá, sucedendo justamente Clécio Luís. Renunciou em abril deste ano para concorrer ao Governo do Estado.

Bahia

No território baiano, Jerônimo Rodrigues (PT) repete o cenário de disputa contra o prefeito de Salvador, ACM Neto (União), vencendo desta vez em 1º turno. O atual governador foi reeleito para mais quatro anos.

Natural de Aiaquara, Jerônimo tem 61 anos e fez carreira política desde os anos 1990 na militância do Partido dos Trabalhadores. Durante o governo do antecessor, Rui Costa (PT), foi secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia e da Educação. Desde 2023, é governador do Estado, marcando um período iniciado em 2006 de gestões do PT no Centro Administrativo da Bahia (CAB), sede do Poder Executivo baiano.

Ceará

Por mais quatro anos, o atual governador Elmano de Freitas (PT) conquistou novamente a preferência dos cearenses para novo mandato no Palácio da Abolição. Em disputa acirrada com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), o petista será reconduzido ao cargo no início de 2027.

Aos 56 anos e natural de Baturité, Elmano tem carreira construído como advogado, sobretudo de movimentos sindicais. Durante a gestão de Luizianne Lins (à época no PT, hoje na Rede) como prefeita de Fortaleza, foi secretário da Educação. Também atuou como deputado estadual por dois mandatos.

Com a reeleição de Elmano, o PT chega a quatro mandatos consecutivos no Ceará. Anteriormente, Camilo Santana (PT) foi governador, também por dois mandatos. Em 2022, Izolda Cela (à época do PDT, hoje no PSB), foi chefe do Executivo cearense por oito meses.

Goiás

O Palácio das Esmeraldas continuará sendo ocupado por Daniel Vilela (MDB). O emedebista superou os demais candidatos e foi reeleito para quatro anos à frente do Governo de Goiás.

Vice-governador do Estado entre 2019 e abril deste ano, Vilela assumiu o cargo após a renúncia do titular, Ronaldo Caiado (PSD), que decidiu concorrer à Presidência. 

Aos 42 anos e natural de Jataí, no interior de Goiás,, o governador acumula extensa carreira política em cargos legislativos, como deputado federal e estadual e vereador. É ainda filho de Maguito Vilela, ex-governador do Estado e que morreu dias após tomar posse como prefeito de Goiânia, em 2021, vítima de Covid-19.

Maranhão

O ex-prefeito de São Luís entre 2021 e abril deste ano, Eduardo Braide (PSD) será o novo governador maranhense. O Palácio dos Leões é atualmente ocupado por Carlos Brandão (MDB), que não poderia concorrer mais à reeleição.

Nascido em São Luís, Braide tem 50 anos e é advogado de formação. Antes de chegar à Prefeitura da capital maranhense, alternou períodos como deputado estadual e federal pelo Estado. É filho de Carlos Braide, político de origem libanesa que foi deputado estadual por seis mandatos e presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão nos anos 1990.

Mato Grosso

O Palácio Paiaguás permanecerá ocupado pelo gaúcho Otaviano Pivetta (Republicanos). Aos 67 anos, ele assumiu o cargo em março deste ano após a renúncia de Mauro Mendes (União), que foi eleito senador neste domingo.

Apesar de ter nascido no Sul do País, Pivetta construiu vasta carreira política no Mato Grosso. Foi prefeito, por duas ocasiões, de Lucas do Rio Verde, uma das principais cidades do interior mato-grossense, além de ter sido deputado estadual e vice-governador do Estado por sete anos e meio.

Mato Grosso do Sul

O primeiro eleito em 2026 foi, na verdade, uma reeleição. Eduardo Riedel (PP) foi reconduzido à chefia da sede do Parque dos Poderes para mais quatro anos à frente do Executivo sul-mato-grossense. Fábio Trad (PT) ficou em segundo.

Carioca de nascimento, Riedel tem 57 anos e construiu carreira política em secretarias de Estado do antecessor, Reinaldo Azambuja (à época no PSDB, hoje no PL). Desde 2023 está no cargo de governador do Mato Grosso do Sul, primeiro cargo público em que ocupa.

Minas Gerais

O Palácio Tiradentes será chefiado a partir de 6 de janeiro de 2027 por Cleitinho Azevedo. O senador confirmou o favoritismo apontado pelas pesquisa e venceu em primeiro turno, à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias (PT).

Cleitinho tem 44 anos e é natural de Divinópolis, no interior mineiro, e foi vereador do município. Ocupou também o cargo de deputado estadual, e desde 2023, é senador pelo Estado. 

Pará

O ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel (PODE), foi eleito ainda em primeiro turno e desbancou a atual candidata à reeleição, a governadora Hana Ghassan (MDB), e será o novo chefe do Executivo paraense, com sede no Palácio dos Despachos, em Belém.

Daniel tem 40 anos e é natural de Açailândia, no interior do Maranhão, mas tem carreira política extensa no estado do Norte do País. Foi vereador, deputado estadual e era prefeito da cidade da Grande Belém desde 2021. Renunciou em abril para concorrer ao cargo de governador.

Paraíba 

Outra reeleição vem do Nordeste. Lucas Ribeiro (PP), de 37 anos, foi reeleito para quatro anos à frente do Palácio da Redenção, à frente de nomes como Efraim Filho (PL) e do ex-governador do Estado Cícero Lucena (MDB).

Ribeiro assumiu o mandato em abril deste ano após a renúncia de João Azevêdo (PSB). Desde então, assumiu o primeiro cargo Executivo da carreira. Natural de João Pessoa, foi vereador e vice-prefeito de Campina Grande, maior cidade do interior paraibano, e desde 2019 era vice-governador do Estado.

Paraná

O ex-juiz Sérgio Moro (PL) assume, pelos próximos quatro anos, o Poder Executivo paranaense. Aos 54 anos, ele desbanca Sandro Alex (PSD), apoiado pelo atual governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e é eleito em primeiro turno.

Com carreira notória como juiz federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Curitiba, capital paranaense, Moro é senador da República desde 2023. Natural de Maringá, no interior do Estado, ele deixa o cargo para ocupar a chefia do Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná.

Pernambuco

A única mulher reeleita do País é pernambucana. A ex-prefeita de Caruaru e governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) manteve disputa acirrada contra o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB), e conquistou a preferência da maioria dos eleitores do Estado.

Aos 47 anos, Lyra é filha do ex-governador João Lyra Neto, que foi vice-governador durante a gestão do pai de João Campos, Eduardo Campos, à frente do Palácio do Campo das Princesas, sede do Executivo pernambucano.

Raquel é natural de Recife e acumulou mandatos como deputada estadual. Entre 2017 e 2022, foi prefeita de Caruaru, uma das principais cidades do agreste nordestino. Ela renunciou para concorrer ao Governo do Estado, e foi eleita.

Piauí 

Com larga vantagem, Rafael Fonteles (PT) foi reconduzido para mais quatro anos à frente do Palácio de Karnak. O atual governador desbancou Joel Rodrigues (PP), principal candidato da oposição, e continuará como governador do Piauí.

Aos 41 anos e natural de Teresina, o governador reeleito é filho do cearense Nazareno Fonteles, um dos fundadores do PT. Matemático de formação, atuou como secretário da Fazenda do ex-governador Wellington Dias, e deixou o cargo para concorrer ao Poder Executivo piauiense.

Rio Grande do Sul

O tenente-coronel Luciano Zucco (PL), ou apenas Zucco, será o novo governador gaúcho. Natural de Alegrete, ele tem 52 anos e desbancou Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola. 

Pelos próximos quatro anos no Palácio Piratini, Zucco disputou as últimas duas eleições gerais para cargos diferentes, atuando como deputado estadual e federal. Aliado do bolsonarismo, vai suceder Eduardo Leite (PSD), que não pode concorrer novamente à reeleição.

Rondônia

O senador Marcos Rogério (PL), de 48 anos, será o novo chefe do Palácio Rio Madeira. Jornalista e radialista de formação, ele construiu carreira política no território rondoniense nos últimos 18 anos.

Ele acumulou mandatos como vereador de Ji-Paraná, maior cidade do interior do Estado, onde ele nasceu, e como deputado federal. Desde 2019 é senador pelo Estado, e perdeu em 2022 em 2º turno a eleição para governador para Marcos Rocha (PSD), atual chefe fo Executivo rondoniense e que não pode mais ser reeleito.

Roraima

O Palácio Senador Hélio Campos, em Boa Vista, será ocupado por Arthur Henrique (PL). Aos 45 anos, ele será o novo governador do Estado, conquistando mais do que o dobro da votação do segundo colocado, Soldado Sampaio (Republicanos).

Henrique surgiu na política como Secretário Municipal de Educação e Cultura de Boa Vista na gestão da ex-prefeita Teresa Surita (MDB), eleita senadora hoje. Assumiu como vice-prefeito da capital roraimense na última gestão dela, entre 2017 e 2021, e desde 2021 ocupava o cargo de prefeito da cidade. Renunciou para concorrer ao Governo do Estado.

Santa Catarina

O Palácio da Agronômica, em Florianópolis, capital catarinense, continuará ocupado por Jorginho Mello (PL). Com uma vantagem considerável sobre Gelson Merísio (PSB), o atual governador foi reeleito para mais quatro anos.

Aos 70 anos, Mello é natural de Ibicaré, no Oeste catarinense, e tem vasta carreira política no Estado. Foi prefeito de Herval d'Oeste, também no interior do Estado, e acumulou vários mandatos como deputado estadual e federal, além de assumir como senador entre 2019 e 2022.

São Paulo

Por mais quatro anos, São Paulo, maior colégio eleitoral do País, será governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Eleito em 2º turno em 2022, ele foi eleito desta vez com mais de 60% dos votos, novamente à frente do Fernando Haddad (PT).

Aos 51 anos, Tarcísio é carioca, foi diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutra de Transportes do Brasil (Dnit) durante o governo de Dilma Rousseff (PT), e ministro da Infraestrutura durante a gestão de Jair Bolsonaro (à época no PSL e sem partido, hoje no PL).

Ele novamente será governador paulista, chefiando o Palácio dos Bandeirantes por mais quatro anos. Foi apenas a segunda eleição disputada por Freitas, conquistando também a segunda vitória.

Sergipe

O atual governador sergipano Fábio Mitidieri (PSD), de 49 anos, foi reeleito e continuará à frente do Palácio Governador Augusto Franco, em Aracaju.

Natural da capital sergipana, Mitidieri superou novamente Valmir de Francisquinho (Republicanos). O governador reeleito foi vereador e deputado federal do Sergipe, além de acumular cargos de secretário estadual em gestões anteriores no Estado.

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