Após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da disputa presidencial, o Partido dos Trabalhadores (PT) lançou uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar R$ 7 milhões. O objetivo é quitar despesas da sigla durante o período eleitoral. A campanha pede doações via Pix, com valor sugerido de R$ 13, em referência ao número de urna do partido.
O PT faz a mobilização em seu site e nas redes sociais. O texto convoca eleitores e apoiadores de Lula a contribuírem para que o partido consiga "fechar as contas". A estratégia repete o modelo de financiamento coletivo utilizado pelo PT e por partidos durante a disputa eleitoral.
De acordo com o partido, o prazo para alcançar a meta de arrecadação termina em 11 de novembro. Considerando a contribuição sugerida de R$ 13, seriam necessárias cerca de 538 mil doações para atingir os R$ 7 milhões.
Custos de Campanha
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que a campanha presidencial de Lula teve custo de R$ 93 milhões, abaixo do limite de gastos estabelecido para o cargo, de R$ 133 milhões. A candidatura arrecadou aproximadamente R$ 129 milhões, dos quais R$ 123 milhões foram provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), destinado ao PT.
Neste ano, o partido recebeu R$ 615 milhões do fundo eleitoral, a segunda maior quantia distribuída entre as legendas. O valor ficou atrás apenas do repasse ao Partido Liberal (PL), que recebeu R$ 881 milhões.
Além dos recursos do fundo eleitoral, a campanha de Lula contou com R$ 1,3 milhão provenientes do fundo partidário comum do PT e R$ 4,1 milhões em doações de apoiadores, transferidas diretamente para a conta da candidatura e registradas no TSE.
Vaquinhas virtuais foram usadas em eleições anteriores
O financiamento coletivo de campanhas eleitorais, por meio de plataformas de arrecadação, é permitido pela Justiça Eleitoral desde 2017. A modalidade foi utilizada pelo PT nas eleições de 2018, quando Lula teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral e arrecadou R$ 1,5 milhão.
Em 2022, a estratégia voltou a ser adotada pelo partido durante a campanha presidencial, quando o candidato arrecadou R$ 6,8 milhões por meio de financiamento coletivo.