A Justiça Eleitoral transferiu o local de votação de 4.352 seções eleitorais em todo o Brasil para o segundo turno das eleições de 2026, que acontecerá no domingo (25). O total representa 0,87% das quase 500 mil seções instaladas no País. Por isso, eleitores devem consultar novamente onde votar, ainda que tenham comparecido ao mesmo local no primeiro turno.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações foram motivadas por diferentes situações, entre elas chuvas intensas, reformas emergenciais, problemas de acessibilidade nos prédios e falta de energia elétrica, danos que comprometeram as condições de funcionamento.
Para evitar riscos, a Justiça Eleitoral transferiu preventivamente as seções afetadas para imóveis próximos considerados mais seguros (veja detalhes abaixo).
Dados divulgados pelo TSE nessa sexta-feira (16) apontam que as mudanças atingiram principalmente estados com grandes eleitorados. São Paulo registrou 982 seções transferidas, seguido por Minas Gerais, com 514, Rio de Janeiro, com 431, e Bahia, com 312.
O tribunal esclarece que a transferência não representa diminuição da quantidade de seções eleitorais nem significa, por si só, prejuízo aos eleitores. A medida busca garantir condições adequadas para a realização da votação.
A eleição em segundo turno será realizada das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Na disputa pela Presidência da República, os candidatos são o atual presidente, Lula (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Além da eleição presidencial, haverá segundo turno para governador em seis estados e no Distrito Federal. Como nesta etapa há menos cargos em disputa, o TSE prevê uma votação mais rápida, com expectativa de filas menores e maior agilidade no atendimento.
Chuvas e danos estruturais motivaram transferências
As condições climáticas estão entre os fatores que levaram à mudança de endereços. Em Confresa, município do interior de Mato Grosso, chuvas fortes e ventos registrados nos dias 9 e 10 de outubro danificaram a cobertura de uma escola municipal utilizada como local de votação.
O prédio apresentou infiltrações e problemas nos forros. Diante dos danos, um laudo de engenharia emitido no domingo (11) recomendou a interdição preventiva imediata da unidade escolar. Como consequência, as seções eleitorais daquele local foram transferidas para outro endereço nas proximidades.
Além dos estragos provocados pelo clima, o TSE cita manutenções realizadas de última hora, obras inacabadas em escolas e a perda de condições mínimas de acessibilidade ou de fornecimento de energia elétrica como razões para as mudanças.
Decisão cabe às zonas eleitorais
A definição dos novos locais não é feita diretamente pelo Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com o órgão, cabe a cada zona eleitoral avaliar as condições dos prédios disponíveis e a infraestrutura existente no município antes de determinar eventuais transferências.
Em resposta à TV Globo, veiculada pelo g1, o TSE também explicou que alterações entre o primeiro e o segundo turno podem ocorrer diante de eventos climáticos extremos, como os relatados anteriormente.
Para obter informações sobre situações específicas, o tribunal orientou os eleitores a consultar os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de seus estados.
Como consultar o endereço de votação
Os eleitores podem verificar o local atualizado por meio do aplicativo e-Título ou do serviço de Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do TSE. Segundo o tribunal, as alterações registradas pelos cartórios eleitorais são disponibilizadas imediatamente nesses canais.
A recomendação é realizar a consulta antes de sair de casa no domingo de votação. A orientação é válida inclusive para quem votou sem dificuldades no primeiro turno, já que o endereço inicialmente previsto pode ter sido alterado por motivos excepcionais.
TSE monitora possíveis impactos climáticos
Para acompanhar os riscos relacionados às condições meteorológicas, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, criou a Sala Nacional de Situação Climática para as Eleições 2026. A estrutura foi estabelecida para monitorar fenômenos que possam interferir na realização da votação.
De acordo com o tribunal, o acompanhamento é feito em conjunto com instituições como o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), além da Defesa Civil e das Forças Armadas.
O monitoramento inclui tempestades, secas e outros desastres naturais que possam afetar os prédios utilizados como locais de votação ou comprometer as rotas de deslocamento dos eleitores.