Árbitros do futebol caririense, no tempo dos campos do Esporte e Cariri, do Crato e da LDJ (Liga Desportiva Juazeirense), respectivamente, deram enorme contribuição ao folclore com suas atitudes.
Anildo Batista, "o Bode", da Liga Cratense, era vereador. Na semana que antecedeu um clássico entre Shell e Satélite, foi às concentrações dos clubes pedir votos para sua reeleição.
Durante o jogo, expulsou o jogador Sibito, do Shell, por entrada violenta no adversário.
Como não era, ainda, o tempo dos cartões, gesticulou com as mãos, ordenando que o atleta saísse de campo.
Para agravar a situação, Sibito deu um bicudo na bola, que a redonda passou pela Expocrato e foi parar no cemitério.
Jogadores foram para cima do "Bode", usando o expediente da chantagem emocional: "É assim, não é Anildo? A gente lhe apoia, dando votos para sua eleição, e você expulsa o nosso melhor jogador".
Ele reagiu, na hora: "Quem disse que eu expulsei Sibito? Mandei que ele fosse buscar a bola".
Foi reeleito para mais um mandato.
Já no futebol juazeirense, despontava Chagas Unias, mais bruto do que canto de cerca.
Em uma saída de bola, o lateral Fidélis, do Guarani de Sobral, perguntou: "É nossa, seu juiz?". Chagas, delicadamente", respondeu: "Deixe de "progunta" besta, cabra nojento".
De outra feita, bastante magoado pelas criticas recebidas, entrevistado pela Rádio Progresso, antes de um clássico Icasa e Guarani, Chagas desabafou: "Boa noite, amigos da "cabino". Estamos aqui para ser "paiáços", porque o que nós somos é "paiáços" mesmo".
E nada mais disse.
Já Narciso Peixoto explicava, à sua maneira, a marcação de infrações dos jogadores.
Procurado pelos repórteres para explicar uma penalidade assinalada no jogo Treze e Ceará, pelo campeonato Juazeirense, Narciso foi curto e grosso: "Marquei ‘pé na cara’. E não foi, não ?"
Esses árbitros....