Porto de Fortaleza amplia acessos aquaviários e mira maior movimentação de cargas
Principal canal do porto passa por ampliação, de olho em navios de maior calado.
0 Porto de Fortaleza está ampliando seus acessos aquaviários, de olho em uma futura expansão na movimentação de contêineres.
Seu principal canal, o Norte-Sul, está passando por ampliação de 160 metros para 220m de largura, com condições que permitem a operação de navios com maior calado.
Conforme a Companhia Docas do Ceará, que administra o complexo portuário, estudos da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia da Universidade de São Paulo (USP) também identificaram um novo acesso natural, o Canal Oeste, com condições de alcançar mais de 500 metros de largura e profundidade superior a 12 metros.
As cartas náuticas que incorporam as novas condições de navegação dos canais Norte-Sul e Oeste foram homologadas pela Marinha do Brasil em setembro.
Projeção de maior movimentação
A nova configuração amplia o alcance do porto e cria condições para o crescimento da movimentação de cargas nos próximos anos. A Companhia Docas informa que trabalha agora na implantação da nova sinalização náutica para viabilizar a utilização dos novos canais.
Em uma etapa futura, outras intervenções estruturantes, como dragagem, adequações dos berços de atracação e ampliação da bacia operacional entram no radar da companhia, que buscará recursos junto ao Governo Federal.
Capacidade deve triplicar
A ideia é que a melhoria dos acessos gere expansão da capacidade de movimentação de contêineres. A operação provisória realizada pela CMA Terminals movimentou, em 2025, cerca de 99 mil TEUs, o equivalente a quase 54 mil unidades de contêineres. A maior parte dessa movimentação é destinada à exportação de frutas para o mercado europeu.
Com o avanço do processo de arrendamento da área destinada ao novo terminal de contêineres, autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em setembro — que segue para as etapas de publicação do edital e realização do leilão junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) —, a capacidade de movimentação deve triplicar.
São previstos investimentos de R$ 450,8 milhões e capacidade projetada de até 360 mil TEUs por ano, informa a Companhia Docas.
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