'Pibinho de estimação' persiste mesmo com economia reaberta

Letargia da economia continua e deve se manter em 2022

Comércio
Legenda: Consumo das famílias subiu 0,9%
Foto: Thiago Gadelha

O Brasil não consegue se livrar do pibinho. O decepcionante resultado da economia no terceiro trimestre (queda de 0,1%), levemente abaixo das expectativas, coloca o País em recessão técnica, quando há recuos em dois trimestres consecutivos.

Nem mesmo a reabertura da economia, com a melhora do quadro sanitário, consegue fazer a atividade decolar.

Assim tem sido nos últimos cinco anos. Os resultados mais robustos foram assinalados somente por conta das bases de comparação muito baixas em decorrência de lockdown e outras medidas restritivas para evitar o espalhamento do coronavírus.

Além da má notícia do PIB do 3° tri de 2021, veio ainda o ajuste do desempenho do segundo trimestre, que passou de queda de 0,1% para retração de 0,4%.

No trimestre mais recente, pesou sobremaneira o resultado do setor agro, que amargou encolhimento de 8%.

Previsões pioram

Os números mostram novamente o ingresso da economia em uma fase de letargia, com a proliferação da pobreza e menor confiança por parte de quem consome.

Há ainda o componente inflacionário e a consequente alta dos juros para barrar o aumento dos preços, um cenário macroeconômico que desafiará de forma preponderante o crescimento em 2022, sem contar a tensão típica de anos eleitorais.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), inclusive, revisou as projeções para o PIB brasileiro do próximo ano de 2,3% para 1,4%. E esse olhar, é bom frisar, ainda é mais otimista que as estimativas de mercado.

De tão íntimo, o pibinho já virou de estimação.



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