Os lanternas são reimosos

A coluna aborda a derrota do Fortaleza diante do Santa Cruz e os cuidados que se deve ter ante os lanternas

Fortaleza x Santa
Legenda: Tricolor do Pici conheceu sua primeira derrota na temporada 2021 diante do Santa Cruz
Foto: Kid Júnior

Os jovens talvez não saibam o que significava a palavra “fona” no jargão futebolístico cearense. Nas décadas de 1950 e 1960, essa palavra era muito usada. Ser fona era ser o último colocado. Não sei se a palavra cabe no que se convencionou chamar de cearensês. Mas a verdade é que foi muito usada na época. Hoje olhei no dicionário. Lá está ela, mas com outros significados que nada têm a ver com o último colocado. É citada como substantivo feminino. No futebol era usada como palavra masculina, ou seja, time tal é o fona do campeonato. Não sei se o grande Nirez tem algum registro sobre isso. Quero acreditar que a palavra fona tenha sido usada apenas na linguagem popular, não nas redações dos jornais, rádios e televisões. Hoje, no lugar de fona, a palavra usada é lanterna. Coincidência ou não, também usada como substantivo masculino, ou seja, time tal é o lanterna do campeonato. O certo deveria ser a lanterna do campeonato. Mas não é assim que funciona. A verdade é que os lanternas são reimosos. E não adianta dar o sinal de alerta. Os lanternas acabam engolindo os times de melhor colocação. O que houve com o Fortaleza diante do Santa Cruz foi reprise de filme batido e repetido.  

Vice-lanterna 

Hoje, o Ceará, terceiro do Grupo A, enfrenta o Botafogo, vice-lanterna do Grupo B. Não custa nada um sinal de alerta. O vice-lanterna pode não ser tão reimoso quanto o lanterna, mas anda por perto. É satélite do mesmo planeta do azar. Guto não é supersticioso, mas por via das dúvidas...  

Ferrão, finalmente 

Hoje o Ferroviário estreia na Copa do Brasil. Enfrentará o Porto Velho no Estádio de Los Larios, em Duque de Caxias-RJ. De Porto Velho a Duque de Caxias, em linha reta, a distância é 2.693km. Depois de tanto viajar, o Porto poderá ser eliminado invicto com um empate. Coisas da Copa do Brasil. 

Contratações 

Confesso que estou confuso na hora de analisar o desempenho dos novos contratados do Ceará e do Fortaleza. É um entra-e-sai desgraçado. Um vaivém interminável. Parece que nem os próprios treinadores sabem exatamente a contribuição que cada um pode dar. Aí tome pesquisa.    

Equívoco 

A torcida mais exigente está, a meu juízo, cometendo um grave erro de percepção e de avaliação. A maioria está querendo de imediato o que os times produziram quando no auge na Série A. Vai demorar muito chegar a esta parte. Isso requer muito trabalho até chegar à automação.