O avanço lento e gradual do futebol

Nem mesmo para servir como pré-temporada funcionaram os estaduais neste segundo ano de pandemia

Ceará x CSA
Legenda: Jogadores do Ceará comemoram primeiro gol do Alvinegro contra o CSA.
Foto: Kid Jr

As transformações estão sendo muito fortes no futebol. A pandemia gerou uma série de obstáculos que os clubes tentam ultrapassar, apesar de todos os empecilhos. Os campeonatos estaduais lamentavelmente estão minguando. Redução de datas e de qualidade. Como querer qualidade de um certame que, além de curto, ainda padece paralisações. É para acabar mesmo. Os “estaduais” vivem de teimosos. São como sapo-cururu que você bota para fora de casa e ele volta pulando. Há uma observação importante, já analisada pelo comentarista Wilton Bezerra: antes, os “estaduais” eram usados como preparação para as competições regionais e nacionais mais exigentes. Agora quem está servindo de preparação para a Série A é a Copa do Nordeste, onde os técnicos elaboram experiências e tentam ajustar as equipes. Papéis invertidos: o que antes era fim hoje é meio. A cada jogo pela Copa do Nordeste mais se vê a busca por um padrão melhor. Balão de ensaio. Pode ser que na fase eliminatória a Copa do Nordeste passe a apresentar um padrão corresponde à importância que essa competição tem. Até aqui, o que se nota é um avanço lento e gradual. Pouco mesmo. 

Esperança 

Nos primeiros vinte minutos do jogo Ceará 2 x 0 CSA, foi boa a impressão deixada pelo Vozão. Ritmo forte, boa troca de passes. Tomou conta como mando o figurino para um time que é o dono da banca e do pedaço. Depois dos vinte minutos, o Ceará teve acentuada queda de produção. Mas ficou a esperança em dias melhores. 

Espaço 

Gostei do empenho do Mendoza. Quer jogo. Tem velocidade. Vai para cima. Recado dado: veio para tomar conta da posição. Além do belo gol que marcou, dele foi também a jogada da qual originou o gol de Vizeu. O colombiano não veio para brincadeira.  

Atenção 

Alô, Vina. Já é hora de prestar mais atenção ao serviço. Além do pênalti perdido no jogo anterior, Vina vem perdendo oportunidades que antes ele não perdia. Tem de caprichar mais. Vem aí a Série A e a expectativa da torcida e da crônica é de ver outra vez Vina fazendo a grande diferença.  

Sucesso 

A cearense Elaine Gomes está de volta à Seleção Brasileira de handebol. Campeã mundial pela Canarinho em 2013, Elaine perdeu a chance da medalha olímpica em 2016 aqui no Brasil, pois não foi convocada. Agora tem novamente o direito de sonhar com o título na Olimpíada que será disputada em junho no Japão. Torço muito por ela. Joga demais.