O alto preço da indisciplina e da irresponsabilidade

Em caso de insucesso do Ceará por conta das indisciplinas, quem arcará com as críticas será o treinador Guto Ferreira

Briga
Legenda: Após o término do 2º jogo da final da Copa do Nordeste, jogadores de Ceará e Bahia se envolveram em briga generalizada
Foto: Thiago Gadelha

Hoje, no Castelão, o Ceará enfrentará dois adversários. O primeiro, o Athletico; o segundo, a ausência de quatro jogadores importantes. Três deles, Mendoza, Jael e Gabriel Dias, punidos pelo STJD. É o elevado preço da falta de juízo e de profissionalismo desses atletas. O Ceará os contratou para ter deles a qualidade do bom futebol de que são detentores. Não os contratou para lutar nos ringues do mundo. O prejuízo que os três estão dando é muito grande. Deixam em dificuldades o técnico Guto Ferreira, que terá de buscar opções emergenciais para compor a formação principal. E nem sempre os substitutos garantem o mesmo padrão dos titulares. Síntese: no caso de insucesso, quem arcará com as críticas é o treinador Guto. Dos quatro que estão fora, apenas Jorginho não se envolveu nas trapalhadas dos “três lutadores”. Jorginho não poderá atuar porque pertence ao Athletico. Agora é oferecer todo apoio a Buiu, Rick e Cleber que certamente serão os substitutos dos três brigões. Aliás, aos três um conselho: fujam das brigas assim como o ídolo Rivelino, tricampeão pela Seleção Brasileira em 1970, fugiu de um jogador uruguaio, quando de um jogo no Maracanã. O negócio é jogar bola. É ganhar pela superioridade técnica e tática em campo. O Athletico tem qualidade. E provou isso quando, na Baixada, ganhou do Fortaleza.

Reação

Chegou a hora dessa gente talentosa mostrar seu valor diante do São Paulo. Refiro-me aos jogadores do Fortaleza. O São Paulo está empreendendo reação. Saiu da zona de rebaixamento na vitória (0 x 2) sobre o Internacional no Beira-Rio na 10ª rodada e confirmou a recuperação na vitória sobre o Bahia (1 x 0) no Morumbi na 11ª rodada. Previsão de muito equilíbrio no Morumbi.

Padrão

Cuidado deve ter o Fortaleza, principalmente nos minutos iniciais. Nos jogos diante do Flamengo e do Athletico, ambos fora de casa, houve um inexplicável apagão, fato que resultou em duas derrotas. Lutar para reverter resultados gera terrível desgaste físico. Manter o padrão de jogar em cima, ofensivamente, é bom. É característica do grupo. Mas, repito, cuidado com a retaguarda.

Em forma

É verdade que Tinga, Benevenuto e Titi estão em forma, numa fase esplendorosa, bem encaixados no modelo adotado pelo técnico Juan Pablo Vojvoda. Entretanto, os três estavam em campo exatamente nos dois apagões mencionados no tópico anterior, ou seja, no Maracanã, diante do Flamengo, e na Arena da Baixada diante do Athletico. Que o trio agora tenha muita atenção para não tropeçar na mesma pedra.

Ideal

Considero interessante a posição do treinador Vojvoda, que costuma manter o modelo ofensivo, quer esteja em casa, quer atuando no estádio do adversário. Mas nem sempre deve ser assim. Observem que até mesmo o grande Corinthians teve o cuidado de atuar mais cauteloso no Castelão. Motivo simples: respeitou o ótimo momento do Fortaleza. Às vezes, ter um pouco mais de cautela faz parte do jogo.

 



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