Adiado o tira-teima na Bahia

De tantos jogos que fizeram de 2020 para cá, os elencos já se conhecem demais

Ceará e Bahia
Legenda: Ceará e Bahia se enfrentam pela 4ª rodada do Brasileirão, no dia 17 de junho
Foto: Thiago Gadelha

Eu já havia escrito um comentário sobre a ida do Ceará, sábado próximo, à “Cidade de São Salvador da Baía de Todos os Santos”, onde enfrentaria o Bahia. Sim, assim era chamada a cidade no tempo em que foi a capital do Brasil. Bonita denominação. Eu me ligo nesses nomes antigos. O jogo ficou para depois, mas a análise que fiz não perdeu o sentido. Há alguns anos esses dois times estão numa disputa particular. O Ceará ganhou a Copa do Nordeste lá. O Bahia ganhou a Copa do Nordeste aqui. O Vozão chegou a vencer quatro jogos em cinco. E empatou mais um. O Bahia venceu os dois últimos confrontos. No momento o Ceará é o 11º com 28 pontos. O Bahia está na zona de rebaixamento com 23 pontos. A rivalidade cresceu. Andaram se estranhando feio, com muitas agressões. Foi no Castelão. Inadmissíveis cenas de violência. Queira Deus, desta vez, a disputa fique restrita ao jogo em si.

Não há favorito. De tantos jogos que fizeram de 2020 para cá, os elencos já se conhecem demais. Sabem as características e as várias propostas táticas de alvinegros e tricolores. Gostos e preferências de cada um. Isso dificulta as ações. Fim dos segredos. No próximo jogo, não deixem uma cadeira dando sopa...  

Seleção  

A convocação de jogadores de times, que estão na reta final das competições brasileiras, levantou a polêmica. Afinal, deve ou não o time liberar seu atleta, sabendo que terá prejuízo no tocante principalmente ao entrosamento? Os adversários, sem dúvida, são os maiores beneficiados.  Terá de haver uma compensação.  

Só de clube daqui  

Gostaria muito de voltar a ver uma Seleção brasileira principal composta quase toda por jogadores que atuam em times brasileiros. Seria uma experiência interessante. Raciocínio simples: há quase vinte anos a Canarinho, formada por maioria “estrangeira”, não ganha uma Copa do Mundo. Então já está na hora de mudar o conceito.  

Exceção  

Claro que alguns “estrangeiros” teriam suas convocações confirmadas. Caso, por exemplo, de Neymar. Mas a grande maioria seria de gente que atua aqui. Sei que interesses de patrocinadores não aceitariam calados este tipo de convocação assim. A chiadeira seria enorme. A força do dinheiro faria pressão. Mas a CBF teria de manter-se firme na sua resolução. 

Equívoco 

Desde o êxito de Jorge Jesus no Flamengo, os dirigentes entenderam que lá fora estão os gênios. De repente, desvalorizaram os treinadores brasileiros. Bons seriam só os técnicos estrangeiros. Acho isso muito esquisito. Da noite para o dia, os nossos passaram a ser burros. Que é isso, gente.



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