Indústria têxtil do Brasil e do mundo invadirá Fortaleza

Centro de Eventos do Ceará receberá na próxima semana o Congresso Internacional Brasil 2026

Escrito por
Siará Teh Summit, M. Dias Branco, Tcnologia, Inovação, Inteligência Articial, producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 06:07)
Legenda: Empresários da indústria têxtil do Brasil e do mundo reunir-se-ão em Congresso no Centro de Eventos do Ceará na próxima semana
Foto: Divulgação
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Fortaleza receberá na próxima semana – nos dias 14 e 15, no Centro de Eventos do Ceará – o Congresso Internacional Brasil 2026, que reunirá aqui a nata mundial da indústria têxtil e de confecções para debater sobre o cenário atual e futuro do setor, levando em conta o novo cenário geopolítico que emerge dos conflitos bélicos na Ucrânia e no Oriente Médio e, também, o panorama político brasileiro, que se agita diante do segundo turno da eleição presidencial. 

Coordenado pelo diretor-superintendente e presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), Fernando Pimentel, o congresso será fruto da parceria de sua entidade com a International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e a International Apparel Federation (IAF), "ampliando a conversa sobre competitividade, inovação, sustentabilidade, comércio internacional, tecnologia e o ambiente de negócios, sempre com foco no fortalecimento da indústria brasileira", como disse ele à coluna. 

Os números da indústria têxtil e de confecções do Brasil são muito impressionantes: o valor de sua produção, no ano passado de 2025, alcançou R$ 234,2 bilhões; há 26,5 mil pequenas, médias e grandes empresas em pleno funcionamento, empregando uma multidão de 1,33 milhão de pessoas; as exportações bateram a casa de US$ 813 milhões. 

Alicerçada nesses superlativos números, a indústria têxtil do Brasil planeja-se estrategicamente em seis dimensões, segundo revela o Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira 2026.

Essas dimensões são as seguintes: 1) reposicionar o setor em mercados orientados pela sustentabilidade, rastreabilidade, circularidade e novos padrões de consumo; 2) impulsionar a transformação digital, a inteligência artificial e a inovação na base material da cadeia; 3) desenvolver competências alinhadas à transformação sustentável e digital da cadeia, com foco na inteligência artificial, inovação em materiais, ecodesign, circularidade e sustentabilidade social; 4) estruturar ecossistemas produtivos e de consumo integrados, conectados e orientados por dados; 5) fortalecer governança, coordenação institucional e inteligência estratégica para apoiar a transformação sustentável e digital da cadeia e ampliar sua competitividade global; 6) mobilizar investimentos públicos e privados voltados à inovação, modernização produtiva, digitalização, inteligência artificial, bioeconomia e desenvolvimento de materiais sustentáveis. 

De acordo com o mesmo relatório, a região Sudeste seguiu como o principal polo produtor de têxteis em 2025, com 41,9% da produção nacional, favorecida pela proximidade dos grandes mercados e pela infraestrutura logística.

O Sul veio em segundo, com 33,2%, forte em malhas e confecção.  

O Nordeste ampliou sua fatia de 20,6% para 22,0% entre 2021 e 2025, ganhando importância na cadeia, sobretudo em fios e tecidos.

O Norte e o Centro-Oeste ficaram estáveis, com 2,9% da produção nacional.

Mesmo com o avanço do Nordeste, a produção segue concentrada no eixo Sudeste-Sul, responsável por cerca de 72% do total em 2025 — o que confirma a liderança dessas regiões e, ao mesmo tempo, o fortalecimento gradual do Nordeste. 

Fernando Pimentel informa que, em 2025, os investimentos da cadeia têxtil brasileira somaram R$ 4,6 bilhões, uma queda de 2,6% sobre o ano anterior.

Nos últimos cinco anos, os investimentos recuaram 11,1%, refletindo mais cautela das empresas diante das condições econômicas e da competição no setor.

O segmento têxtil concentrou a maior parte dos investimentos, com R$ 2,6 bilhões em 2025, cerca de 56% do total da cadeia. Já os confeccionados responderam por R$ 1,9 bilhão, ou perto de 41% do total. Entre os subsetores têxteis, os maiores volumes foram para fiação e beneficiamento. 

O Ceará tem ocupado uma posição de destaque nacional na indústria têxtil e de confecções. Aqui estão várias unidades industriais de fiação e tecelagem dos grupos Vicunha, Santana Textiles e Têxtil União (as duas primeiras com atuação nacional e internacional, possuindo, também, fábricas de tecido índigo na Argentina).  

O Congresso Internacional Brasil 2026, da Abit, será, pois, um evento de suma importância, pois reunirá milhares de empresários brasileiros e estrangeiros do setor que tratarão dos seus negócios e, ao mesmo tempo, conhecerão Fortaleza e seu grande centro de convenções, impulsionando o turismo cearense. 

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