Construção do frigorífico da Masterboi em Iguatu começará em janeiro

A informação foi transmitida pelo presidente da Faec aos empresários cearenses do agro

Escrito por
Egídio Serpa egidio.serpa@svm.com.br
(Atualizado às 10:33)
Legenda: Foto do frigorífico da Masterboi em Canhotinho, interior de Pernambuco, habilitado para exportar carne bovina para a China
Foto: Masterboi / Divulgação
Um oferecimento de:

Amílcar Silveira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), transmitiu segunda-feira, 19, a 31 empresários cearenses do agro uma excelente informação: as obras de construção do frigorífico que a Masterboi instalará em Iguatu, na região Centro-Sul do estado, começarão quando 2027 chegar, ou seja, em janeiro. Esta notícia lhe foi transmita pelo próprio comando da Masterboi que o recebeu em sua sede em Recife. Esta coluna tem informado que, por causa da chegada desse abatedouro industrial, agropecuaristas, como Cristiano Maia – para citar apenas um, estão a ampliar seus rebanhos bovinos de corte. A meta de Maia é ter, nos próximos dois anos, em suas fazendas na região do Jaguaribe, uma manada de até 40 mil cabeças de boi. 

A propósito: a Masterboi está participando, nesta semana, da Sial Paris 2026, uma das principais feiras internacionais da indústria de alimentos e bebidas, que será encerrada amanhã, quarta-feira, 21, na capital da França. Neste ano, a presença da empresa pernambucana ganha um significado adicional, pois sua unidade industrial de Canhotinho, no Agreste de Pernambuco, foi habilitada para exportar carne bovina para a China. Esta conquista abre novas perspectivas comerciais para a empresa e fortalece a posição do Nordeste na cadeia global de proteína animal. 

Segundo Márcio Rodrigues, diretor de Comércio Exterior da Masterboi, sua participação na feira já fazia parte da estratégia internacional da companhia, que atende diferentes mercados. A expectativa, porém, é de que a edição deste ano ofereça oportunidades especialmente relevantes diante das perspectivas de retomada das compras chinesas. 

“Entendemos que este ano a Sial Paris tem um peso um pouco maior. Acreditamos que vai ser um bom momento de venda para o mercado como um todo, principalmente o chinês”, afirma Rodrigues. 

A Sial Paris 2026 reúne empresas, compradores, especialistas e representantes da indústria de alimentos de diferentes países, funcionando como espaço para prospecção de negócios, relacionamento comercial e acompanhamento das tendências do setor. A programação inclui encontros de negócios, debates sobre inovação e sustentabilidade e iniciativas voltadas ao desenvolvimento de novos mercados. 

China no horizonte – A habilitação do frigorífico da Masterboi em Canhotinho para exportar carne bovina para a China representa um avanço para a estratégia de internacionalização da empresa. De acordo com Márcio Rodrigues, a planta pernambucana é a mais recente a conquistar a autorização e, segundo o executivo, a única do Nordeste com essa habilitação. 

A abertura do mercado chinês também pode estimular mudanças na produção pecuária regional. O país asiático exige animais com no máximo 30 meses para o atendimento de sua regulamentação, bem como animais totalmente livres de resíduos medicamentosos e hormônios de crescimento. Para estes últimos, não há níveis mínimos de tolerância, são estritamente proibidos. 

Na avaliação do diretor, a perspectiva é de evolução gradual da atividade, com a produção de animais mais jovens e mais bem terminados, preparados para atender às exigências dos compradores internacionais. Esse movimento pode ampliar as oportunidades para produtores rurais e fortalecer os investimentos em produtividade e qualidade na pecuária nordestina. 

Para a Masterboi, a participação na Sial Paris ocorre, portanto, em um momento de articulação entre a abertura de novos mercados, as condições de acesso ao comércio internacional e a preparação da cadeia produtiva para atender à demanda externa. 

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