Saiba como investir no exterior sem sair do Brasil e as melhores opções

Atualmente é possível buscar fundos de investimento, BDRs, ETFs, e até mesmo abrir conta em corretoras no exterior para acessar mercados estrangeiros

Para quem deseja diversificar investimentos, investir em mercados estrangeiros pode ser uma boa opção. Antes uma iniciativa que demandava tempo ou até mesmo viagens a outros países, ela pode ser facilmente acessada diretamente no Brasil, com três estratégias distintas e de fácil operação.

Segundo Alisson Martins, economista e coordenador dos cursos de Economia e Finanças da Unifor, atualmente, existem três métodos para quem deseja investir em mercados estrangeiros, como os Estados Unidos, por exemplo.

O investidor pode buscar fundos de investimento com aplicações estrangeiras, investir individualmente em BDRs e ETFs, ou abrir uma conta em uma corretora no exterior. 

"Antes era mais complexo porque era preciso ir lá, os depósitos iniciais precisavam ser bem altos, mas a revolução digital nos permite abrir a conta pela internet e os depósitos iniciais são mínimos. Além disso, algumas corretoras nem pedem esse depósito inicial e nem cobram taxas. E ainda temos algumas empresas de brasileiros lá fora e até em português o que ajuda muito", explicou.

BDRs e ETFs

Os BDRs são os Brazilian Depositary Receipts, que representam as ações de empresas americanas, mas são negociados na Bolsa de Valores brasileira (B3). Já os ETFs, Exchange Traded Fund, são fundos negociados na Bolsa feitos para representar o desempenho de índices existentes em outros mercados, como o SPY ou S&P 500 (Standard & Poor's 500 Index), ou até de criptomoedas, como o Bitcoin. 

Veja as formas de investir no exterior

  • Buscar fundos com investimentos estrangeiros 
  • Investir em BDRs e ETFs em corretoras nacionais
  • Abrir conta em corretora no exterior

Vantagens e desvantagens 

Contudo, segundo Martins, é preciso observar que os investimentos no exterior, além da volatilidade de mercado, sofrem alterações pelo câmbio. Se o dólar ficar mais barato, por exemplo, o investidor pode ter uma redução do valor aportado inicialmente. Mas o movimento contrário também é possível.

Como ponto positivo, os investimentos no exterior também podem ser boas opções de diversificação para quem quer montar estratégias mais completas em relação aos recursos.  

"É bom para a diversificação. Quando você investe nos Estados Unidos, o aporte está atrelado ao dólar então se ele sobe, seu investimento sobe. Além disso, as possibilidades de investimento nos Estados Unidos são bem maiores porque há uma variedade muito grande de empresas e negócios. Lá você pode investir em hospitais, indústria bélica, e o número de empresas é muito maior", disse Martins.

Tributação diferente

Apesar dos pontos positivos, o economista alertou que é preciso estar a atento à declaração do Imposto de Renda, que pedirá passos extras para confirmação de rendimentos no exterior.

Além disso, Martins destacou que os dividendos recebidos de empresas nos Estados Unidos também terão o impacto da tributação do país, reduzindo um pouco os valores arrecadados como lucro. 

"As vantagens incluem a diversificação, e você terá uma abrangência maior nos investimentos. Mas tem de ter cuidado na declaração do Imposto de Renda porque você precisa ter um passo a mais aqui no Brasil. Além disso, os dividendos nos Estados Unidos são tributados, então na hora que as empresas distribuem os lucros eles são taxados, enquanto que aqui no Brasil eles não são", disse.