O que é paralisia de Bell, doença do humorista Renato Albani

Condição não tem causa identificada e é marcada pela fraqueza temporária de um dos lados da face.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
10 de Outubro de 2026 - 15:27 (Atualizado às 15:28)
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Legenda: Humorista compartilhou nas redes sociais diagnóstico da doença, que afeta um lado da face.
Foto: Reprodução / Redes sociais e Andrea Kamphuis / Wikimedia Commons.

O humorista capixaba Renato Albani compartilhou nas redes sociais o diagnóstico de paralisia de Bell, doença também conhecida como paralisia facial periférica.

A condição foi encontrada após ele acordar com parte da face dormente. A principal característica da paralisia é a fraqueza temporária em um dos lados do rosto. 

Apesar de não ser amplamente conhecida, a doença já chegou às manchetes recentemente, quando a apresentadora Fernanda Gentil compartilhou o diagnóstico em 2024.

Sintomas da paralisia de Bell

De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, do Governo Federal, os sintomas que caracterizam a doença são:

  • perda súbita, seja parcial ou total, dos movimentos de um dos lados da face;
  • dificuldade para realizar movimentos faciais como franzir a testa, erguer a sobrancelha, piscar ou fechar os olhos, sorrir ou mostrar os dentes.

O aparecimento desses sintomas pode, dependendo da gravidade, causar dor em regiões da mandíbula, do ouvido ou de cabeça; comprometimento do paladar; hipersensibilidade auditiva; olhos e boca secos ou abundância de saliva e lágrimas, por exemplo.

O que causa a paralisia de Bell?

Conforme a página do Ministério da Saúde, não há causa exata que explique a paralisia facial periférica. O quadro está ligado:

  • à infecção por bactérias ou vírus, como herpes simples (labial e genital), herpes zoster ou até os vírus da rubéola e da gripe;
  • ou a fatores como estresse, traumas e até mudanças bruscas de temperatura ou baixa da imunidade.

Tratamento da paralisia de Bell

A forma de tratar da paralisia de Bell vai depender da gravidade do dano sofrido pelo nervo facial.

Medicamentos para vírus e bactérias, por exemplo, podem ajudar, além de fisioterapia e fonoaudiologia, para apoio em pontos como mastigação e fala. 

No caso de não ser possível fechar o olho do lado afetado, vale usar colírios lubrificantes ou tampões, para evitar ressecamento e lesões de córnea,

A boa notícia é que a paralisia facial periférica, geralmente, regride sem necessidade de tratamento, após o inchaço do nervo facial diminuir espontaneamente.

Conforme o Ministério da Saúde, 80% dos pacientes recuperam completamente ou quase completamente os movimentos faciais. Apesar disso, há possibilidade de que transtornos faciais e estéticos sejam apresentados após o período.

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