O humorista capixaba Renato Albani compartilhou nas redes sociais o diagnóstico de paralisia de Bell, doença também conhecida como paralisia facial periférica.
A condição foi encontrada após ele acordar com parte da face dormente. A principal característica da paralisia é a fraqueza temporária em um dos lados do rosto.
Apesar de não ser amplamente conhecida, a doença já chegou às manchetes recentemente, quando a apresentadora Fernanda Gentil compartilhou o diagnóstico em 2024.
Sintomas da paralisia de Bell
De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, do Governo Federal, os sintomas que caracterizam a doença são:
- perda súbita, seja parcial ou total, dos movimentos de um dos lados da face;
- dificuldade para realizar movimentos faciais como franzir a testa, erguer a sobrancelha, piscar ou fechar os olhos, sorrir ou mostrar os dentes.
O aparecimento desses sintomas pode, dependendo da gravidade, causar dor em regiões da mandíbula, do ouvido ou de cabeça; comprometimento do paladar; hipersensibilidade auditiva; olhos e boca secos ou abundância de saliva e lágrimas, por exemplo.
O que causa a paralisia de Bell?
Conforme a página do Ministério da Saúde, não há causa exata que explique a paralisia facial periférica. O quadro está ligado:
- à infecção por bactérias ou vírus, como herpes simples (labial e genital), herpes zoster ou até os vírus da rubéola e da gripe;
- ou a fatores como estresse, traumas e até mudanças bruscas de temperatura ou baixa da imunidade.
Tratamento da paralisia de Bell
A forma de tratar da paralisia de Bell vai depender da gravidade do dano sofrido pelo nervo facial.
Medicamentos para vírus e bactérias, por exemplo, podem ajudar, além de fisioterapia e fonoaudiologia, para apoio em pontos como mastigação e fala.
No caso de não ser possível fechar o olho do lado afetado, vale usar colírios lubrificantes ou tampões, para evitar ressecamento e lesões de córnea,
A boa notícia é que a paralisia facial periférica, geralmente, regride sem necessidade de tratamento, após o inchaço do nervo facial diminuir espontaneamente.
Conforme o Ministério da Saúde, 80% dos pacientes recuperam completamente ou quase completamente os movimentos faciais. Apesar disso, há possibilidade de que transtornos faciais e estéticos sejam apresentados após o período.