A influenciadora digital cearense Karine Felipe de Sousa, conhecida nas redes sociais como Káh Felipe, morreu nesta sexta-feira (24), aos 31 anos.
A informação foi confirmada pela família por meio de uma publicação no perfil oficial da criadora de conteúdo no Instagram. Segundo a nota, Karine faleceu por volta das 14h.
Na mensagem de despedida, familiares destacaram a força e a fé que marcaram a trajetória da influenciadora durante anos de tratamento contra o xeroderma pigmentoso, uma doença genética rara que aumenta drasticamente a sensibilidade da pele à radiação ultravioleta e eleva o risco de câncer de pele.
"Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. A fé era a palavra que melhor a definia. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança", diz trecho da nota.
A família também agradeceu as manifestações de carinho, as orações e o apoio recebido ao longo da batalha enfrentada por Karine.
"Ela amava cada um de vocês e levava esse amor no coração. Descanse em paz. Seu legado viverá para sempre em nossas lembranças e em nossos corações", conclui o comunicado.
Diagnóstico terminal foi revelado nas redes sociais
Karine compartilhava com seguidores detalhes da rotina de tratamento e usava as redes sociais para conscientizar sobre o xeroderma pigmentoso. Em publicação feita recentemente, ela revelou ter recebido um diagnóstico considerado irreversível.
Ao lado do marido, a influenciadora apareceu emocionada em um vídeo no qual anunciou que havia se tornado uma paciente em cuidados paliativos.
"Me tornei uma paciente paliativa em fase terminal", escreveu na legenda da publicação.
Na ocasião, Karine explicou que vinha enfrentando fortes crises de dor havia vários meses e que exames apontaram uma metástase nos ossos.
Tratamento contra o câncer
Com o avanço da doença, Karine passou a sentir dores intensas, que afetavam sua rotina e qualidade de vida.
"Essas dores têm tirado meu sono, minha paz, minha alegria de viver. Tudo dói. Parece que eu estou me desmontando por dentro", relatou em um dos vídeos publicados nas redes sociais.
Para aliviar os sintomas, ela iniciou tratamento com morfina e outros medicamentos para controle da dor. Também passou por sessões de radioterapia e se preparava para iniciar a quimioterapia.
O tratamento de imunoterapia, realizado anteriormente, foi interrompido após a equipe médica avaliar que ele já não apresentava benefícios diante da evolução do quadro clínico.
A história de Karine sensibilizou milhares de pessoas nas redes sociais, onde ela compartilhava não apenas os desafios impostos pela doença rara, mas também mensagens de esperança, fé e superação que marcaram sua trajetória.