EcoHubs do Grupo Marquise ampliam acesso à destinação de resíduos no Ceará

Complexos regionais reúnem soluções de tratamento e transformação e estão preparados para atender aos 42 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e adjacências

21 de Outubro de 2026 - 07:00
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Legenda: EcoHubs da Marquise Ambiental atendem Fortaleza, Caucaia, Aquiraz, Eusébio e Guaiúba.
Foto: divulgação

Para encerrar um lixão, é necessário oferecer aos municípios condições adequadas para o correto tratamento e a destinação de seus resíduos. No Ceará, onde 155 dos 184 municípios ainda utilizavam lixões em 2024, segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), uma das alternativas para avançar nesse processo é o acesso a estruturas regionais de tratamento.

É essa a proposta dos EcoHubs da Marquise Ambiental, do Grupo Marquise. Esses complexos regionais oferecem aos municípios soluções para a gestão adequada dos resíduos, por meio de diferentes rotas de aproveitamento, transformação e tratamento adequado. No Ceará, o modelo está presente no EcoHub Fortaleza, em Caucaia, e no EcoHub Sol Nascente, em Aquiraz. As unidades atendem Fortaleza, Caucaia, Aquiraz, Eusébio e Guaiúba e estão preparadas para atender 42 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e adjacências, os quais concentram 48,8% da população do Estado.

“O Grupo Marquise desenvolveu no Ceará centros de soluções ambientais capazes de reunir escala, tecnologia e visão de longo prazo, dar segurança aos municípios na gestão de seus resíduos e gerar recursos para a economia local. É a circularidade aplicada ao território: resíduos tratados podem dar origem a novos insumos, matérias-primas secundárias e energia renovável, contribuindo para equacionar o gargalo do tratamento dos resíduos sólidos nos municípios do Estado”, afirma Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise.

Estrutura regional para encerrar lixões

Os EcoHubs utilizam tecnologias de referência mundial em engenharia ambiental e organizam a infraestrutura para atendimento em escala regional.

“Essas soluções ampliam o acesso dos municípios à destinação adequada e ajudam a enfrentar um dos maiores gargalos do País: oferecer aos pequenos municípios condições para substituir os lixões por um modelo de tratamento e transformação de resíduos em conformidade com o Marco Legal do Saneamento. Isso impede a continuidade dos danos ambientais provocados pelo descarte inadequado”, afirma Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental.

Em Guaiúba, a administração municipal providenciou, junto à Marquise Ambiental, o transporte necessário para encaminhar os resíduos ao EcoHub Sol Nascente, em Aquiraz. Com essa medida, o município encerrou definitivamente seu lixão: um lixão a menos no Ceará.

“É um prazer muito grande estar aqui para falar desse momento histórico que está acontecendo em Guaiúba: o fim definitivo dos lixões. Isso é um momento de alegria e de celebrar. Mais uma vez, agradecer à Marquise Ambiental por toda a parceria e apoio nesse projeto tão importante”, afirma Izabella Maria Fernandes da Silva, prefeita de Guaiúba.

O biogás gerado no EcoHub Fortaleza é purificado para a produção de biometano.
Legenda: O biogás gerado no EcoHub Fortaleza é purificado para a produção de biometano.
Foto: divulgação

Resíduos ganham novas rotas

Os EcoHubs permitem reunir, em um mesmo complexo, múltiplas rotas de tratamento, transformação e valorização de resíduos. No EcoHub Fortaleza, que recebe cerca de 180 mil toneladas de resíduos por mês, o tratamento do chorume gera água de reúso, enquanto a transformação dos resíduos orgânicos produz composto utilizado na agricultura, na produção de mudas para replantio. O biogás gerado no EcoHub Fortaleza é purificado para a produção de biometano. O complexo também funciona como ambiente de pesquisa e inovação, com iniciativas voltadas a outras formas de aproveitamento, como o uso da fibra de coco.

O EcoHub Fortaleza tem capacidade instalada de produção de biometano de 110 mil Nm³/dia. O biometano produzido é integralmente injetado na rede da Companhia de Gás do Ceará (Cegás). A produção da planta corresponde a aproximadamente 15% a 20% do gás natural consumido no Estado. A unidade evita a emissão de aproximadamente 500 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) por ano.

Da coleta à transformação

A Marquise Ambiental atua em toda a cadeia da gestão de resíduos, com soluções tecnológicas para as etapas de coleta e transporte e, nos EcoHubs, para o tratamento e a transformação do material. Os processos permitem obter produtos economicamente aproveitáveis no mercado brasileiro, como água de reúso, composto orgânico, matérias-primas secundárias e energia renovável.

Com os EcoHubs já implantados e preparados para atender a Região Metropolitana de Fortaleza e adjacências, a ausência de estrutura regional adequada deixa de ser justificativa para a manutenção dos lixões. Além de causar danos ambientais, o descarte inadequado pode provocar incêndios e, conforme as circunstâncias, configurar crime ambiental nos termos da Lei nº 9.605/1998, especialmente do artigo 54, que trata da poluição e do lançamento de resíduos em desacordo com as exigências legais.

Serviço
Site: www.marquiseambiental.com.br
Contato e endereços das operações: www.marquiseambiental.com.br/contato/

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