Para encerrar um lixão, é necessário oferecer aos municípios condições adequadas para o correto tratamento e a destinação de seus resíduos. No Ceará, onde 155 dos 184 municípios ainda utilizavam lixões em 2024, segundo a Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema), uma das alternativas para avançar nesse processo é o acesso a estruturas regionais de tratamento.
É essa a proposta dos EcoHubs da Marquise Ambiental, do Grupo Marquise. Esses complexos regionais oferecem aos municípios soluções para a gestão adequada dos resíduos, por meio de diferentes rotas de aproveitamento, transformação e tratamento adequado. No Ceará, o modelo está presente no EcoHub Fortaleza, em Caucaia, e no EcoHub Sol Nascente, em Aquiraz. As unidades atendem Fortaleza, Caucaia, Aquiraz, Eusébio e Guaiúba e estão preparadas para atender 42 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza e adjacências, os quais concentram 48,8% da população do Estado.
“O Grupo Marquise desenvolveu no Ceará centros de soluções ambientais capazes de reunir escala, tecnologia e visão de longo prazo, dar segurança aos municípios na gestão de seus resíduos e gerar recursos para a economia local. É a circularidade aplicada ao território: resíduos tratados podem dar origem a novos insumos, matérias-primas secundárias e energia renovável, contribuindo para equacionar o gargalo do tratamento dos resíduos sólidos nos municípios do Estado”, afirma Carla Pontes, co-CEO do Grupo Marquise.
Estrutura regional para encerrar lixões
Os EcoHubs utilizam tecnologias de referência mundial em engenharia ambiental e organizam a infraestrutura para atendimento em escala regional.
“Essas soluções ampliam o acesso dos municípios à destinação adequada e ajudam a enfrentar um dos maiores gargalos do País: oferecer aos pequenos municípios condições para substituir os lixões por um modelo de tratamento e transformação de resíduos em conformidade com o Marco Legal do Saneamento. Isso impede a continuidade dos danos ambientais provocados pelo descarte inadequado”, afirma Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise Ambiental.
Em Guaiúba, a administração municipal providenciou, junto à Marquise Ambiental, o transporte necessário para encaminhar os resíduos ao EcoHub Sol Nascente, em Aquiraz. Com essa medida, o município encerrou definitivamente seu lixão: um lixão a menos no Ceará.
“É um prazer muito grande estar aqui para falar desse momento histórico que está acontecendo em Guaiúba: o fim definitivo dos lixões. Isso é um momento de alegria e de celebrar. Mais uma vez, agradecer à Marquise Ambiental por toda a parceria e apoio nesse projeto tão importante”, afirma Izabella Maria Fernandes da Silva, prefeita de Guaiúba.
Resíduos ganham novas rotas
Os EcoHubs permitem reunir, em um mesmo complexo, múltiplas rotas de tratamento, transformação e valorização de resíduos. No EcoHub Fortaleza, que recebe cerca de 180 mil toneladas de resíduos por mês, o tratamento do chorume gera água de reúso, enquanto a transformação dos resíduos orgânicos produz composto utilizado na agricultura, na produção de mudas para replantio. O biogás gerado no EcoHub Fortaleza é purificado para a produção de biometano. O complexo também funciona como ambiente de pesquisa e inovação, com iniciativas voltadas a outras formas de aproveitamento, como o uso da fibra de coco.
O EcoHub Fortaleza tem capacidade instalada de produção de biometano de 110 mil Nm³/dia. O biometano produzido é integralmente injetado na rede da Companhia de Gás do Ceará (Cegás). A produção da planta corresponde a aproximadamente 15% a 20% do gás natural consumido no Estado. A unidade evita a emissão de aproximadamente 500 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) por ano.
Da coleta à transformação
A Marquise Ambiental atua em toda a cadeia da gestão de resíduos, com soluções tecnológicas para as etapas de coleta e transporte e, nos EcoHubs, para o tratamento e a transformação do material. Os processos permitem obter produtos economicamente aproveitáveis no mercado brasileiro, como água de reúso, composto orgânico, matérias-primas secundárias e energia renovável.
Com os EcoHubs já implantados e preparados para atender a Região Metropolitana de Fortaleza e adjacências, a ausência de estrutura regional adequada deixa de ser justificativa para a manutenção dos lixões. Além de causar danos ambientais, o descarte inadequado pode provocar incêndios e, conforme as circunstâncias, configurar crime ambiental nos termos da Lei nº 9.605/1998, especialmente do artigo 54, que trata da poluição e do lançamento de resíduos em desacordo com as exigências legais.
Serviço
Site: www.marquiseambiental.com.br
Contato e endereços das operações: www.marquiseambiental.com.br/contato/