Casos de mpox no Ceará sobem para 40, confirma Sesa

Conforme a Pasta, não houve registro de óbitos.

Escrito por Raísa Azevedo raisa.azevedo@svm.com.br
06 de Novembro de 2026 - 16:59 (Atualizado às 17:22)
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Legenda: Duas pessoas precisaram de internação, segundo a Sesa.
Foto: iSOMBOON/Shutterstock.

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou, na tarde desta sexta-feira (6), que o número de casos de mpox confirmados no Estado subiu para 40. Conforme a Pasta, não houve registro de óbitos e duas pessoas precisaram de internação.

Segundo os dados do governo, os casos se concentram em outubro e novembro: 18 confirmados foram notificados em outubro e 17 em novembro, contra 5 de janeiro a setembro.

Todos os confirmados são do sexo masculino, com idade entre 24 e 51 anos; 35 (87,5%) residem em Fortaleza. Dois foram internados por necessidade clínica e não houve óbito. Outros 12 casos seguem em investigação. 

Há um caso de pessoa do sexo feminino encerrado como provável por critério clínico-epidemiológico.

Como se prevenir contra a Mpox?

As medidas de prevenção consistem em evitar contato direto com as lesões de pele e a prática de sexo seguro. A orientação da OMS é que pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.

 Veja orientações:

  • Higienize regularmente as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel, principalmente após o contato com a pessoa infectada;
  • Lave roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias (por exemplo, utensílios, pratos) com água morna e detergente;
  • Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descarte os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada;
  • Quando se aproximar de alguém infectado, a pessoa doente deve utilizar máscara (comum ou cirúrgica), sobretudo se tiver lesões na boca ou se estiver tossindo;
  • Evite o contato pele a pele sempre que possível e use luvas descartáveis se precisar ter contato direto com as lesões;
  • Em países onde há animais portadores do vírus Mpox, evite contato desprotegido com animais selvagens, sobretudo se estiverem doentes ou mortos (incluindo contato com carne e sangue do animal);
  • Alimentos com partes de animais devem ser bem cozidos antes de serem consumidos.

Quem tomou vacina da varíola pode pegar mpox?

Conforme artigo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é provável que as pessoas vacinadas contra a varíola tenham uma certa proteção contra a monkeypox. No entanto, apesar dessa possível proteção, é importante adotar medidas de proteção contra a doença. 

A Fiocruz destaca que é pouco provável que pessoas mais jovens tenham sido vacinadas contra a varíola humana. A vacinação contra a doença parou de ser realizada em todo o mundo em 1980, quando a varíola se tornou a primeira doença humana a ser eliminada no planeta. 

Dados referentes ao continente africano apontam que a vacina contra varíola é pelo menos 85% eficaz na prevenção da mpox porque o vírus que causa a mpox está intimamente relacionado com o vírus que causa a varíola, informa o Manual MSD de saúde. 

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