3,5 mil km avaliados

Ceará tem a pior malha viária de todo o Nordeste

Segundo o último levantamento da CNT, 76,4% das rodovias cearenses são péssimas, ruins ou regulares

00:00 · 31.05.2015
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Sobre a condição da superfície do pavimento, um dos principais determinantes do desempenho dos usuários durante as viagens, só 34,1% das rodovias encontram-se em perfeitas condições no Estado ( Foto: Honório Pinheiro )

Trafegar pelas estradas cearenses vem sendo uma tarefa cada vez mais difícil. Nos últimos dois anos, o Estado passou da terceira para a primeira posição no ranking das piores malhas viárias entre os nove estados da região Nordeste. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT), 76,4% das rodovias localizadas em terras cearenses são classificadas como péssimas, ruins ou regulares.

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A Pesquisa CNT de Rodovias 2014 analisou uma extensão de 3.523 Km no Ceará. Foram levadas em consideração tanto BRs, rodovias administradas pelo governo federal, quanto as CEs, vias de responsabilidade do governo estadual.

O estudo avalia as estradas brasileiras pavimentadas, identificando as condições do pavimento (situação do asfalto), da sinalização e também da geometria (tamanho proporcional ao fluxo de veículos, espaço destinado a cada meio de transporte, etc.). O Estado tem 51,5% de suas rodovias classificadas como regulares, 29,9% ruins (738 Km), 18% boas (635 Km), 4,1% péssimas (146 Km) e apenas 5,5% ótimas (195 Km).

Condições

Sobre a condição da superfície do pavimento, um dos principais determinantes do desempenho dos usuários durante as viagens, só 34,1% (1.201 Km) encontram-se em perfeito estado. Dos outros 65,9% (2.322 Km), 53,4% (1.881 Km) estão desgastados, 10,5% (370 Km) apresentam trincas ou remendos e 2% (71 Km) possuem afundamentos, ondulações ou buracos.

Levando-se em conta as condições de pavimentação, sinalização e geometria, nenhuma estrada foi classificada como ótima no Ceará.

Apenas a BR-222, BR-304 e CE-040 foram consideradas boas. Estão em situação péssima a CE-060/BR-122 e CE-138.

A maioria é avaliada como ruim ou regular. No rol das regulares, aparecem a CE-085, CE-168, CE-178/BR-403, CE-292/BR-122, CE-386, BR-230, entre outras. Já no grupo das ruins, figuram a CE-362, CE-187/BR-403, CE-292, CE-329/BR-403, CE-362 e BR-226, por exemplo.

Ranking

Em todo o Nordeste, a CNT analisou 27.303 Km. Depois do Ceará, os estados que têm a segunda e terceira piores malhas viárias da região são Pernambuco e Maranhão, respectivamente.

Em Pernambuco, 71,2% das rodovias são péssimas, ruins ou regulares. No Maranhão, esse índice é de 70,8%.

Em todas as 27 unidades federativas do País, foram percorridos 98.475 Km. Na comparação com 2013, as rodovias brasileiras apresentaram uma discreta melhora de 1,7% no ano passado, com o aumento na extensão de trechos bons ou ótimos.

No Estado do Ceará, especificamente, o índice referente a esses status cresceu de 11,6% para 23,5%. Por sua vez, as estradas péssimas, ruins ou regulares diminuíram, saindo de 88,4% para os atuais 76,4%.

Apesar da melhora do País, a CNT aponta que o número de pontos críticos e de desgastes ainda é grande, sendo preciso mais investimentos dos governos no setor rodoviário. (RS)

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